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Central Banco de Investimento reduz prejuízos para 1,78 milhões de euros (act)

O Central Banco de Investimento registou prejuízos de 1,781 milhões de euros no primeiro semestre, menos que no período homólogo, com as mais valias extraordinárias a compensarem as provisões na ParaRede.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Agosto de 2002 às 11:51
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O Central Banco de Investimento registou prejuízos de 1,781 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, menos que os 12,96 milhões de euros verificados no período homólogo, anunciou hoje a instituição financeira.

O Cash Flow Bruto foi negativo em 207 mil euros, valor que contrasta com os 8,31 milhões de euros negativos registados no primeiro semestre de 2001.

«Esta evolução favorável assentou no crescimento do Produto Bancário de um valor negativo de 2,43 milhões de euros em 2001 para um montante positivo de 2,76 milhões de euros no corrente ano» e na redução dos custos de funcionamento em 25,1%, nas condições previstas no Plano de Reequilíbrio de Exploração (PRE) e na obtenção de alguns ganhos extraordinários», refere um comunicado do banco.

Segundo o CBI o crescimento do Produto Bancário resultou da diminuição significativa dos prejuízos em Operações Financeiras, que desceu de 5,71 para 1,307 milhões de euros.

Os proveitos provenientes da corretagem desceram 51% para 1,836 milhões de euros, «fruto da persistência do ambiente depressivo observado nos mercados durante o corrente ano».

O CBI implementou um plano de A diminuição dos Custos de Funcionamento reflecte, essencialmente, as medidas tomadas no Plano de Reequilíbrio de Exploração, «implementado na sequência do resultado fortemente negativo do primeiro semestre de 2001».

«Este Programa contemplou a redução de 54 colaboradores, a diminuição dos gastos com fornecimentos e serviços de terceiros e a reafectação dos espaços utilizados pelo Banco e suas filiais, encontrando-se já concretizado em elevada percentagem», acrescenta a mesma fonte.

O activo total líquido consolidado totalizava 138 milhões de euros no final de Junho de 2002, o que representa um decréscimo de 42,1% face ao valor homólogo do ano anterior.

«Esta evolução resulta, essencialmente, do decréscimo de 60,2% observado na carteira de títulos de rendimento variável, reflexo da diminuição significativa do nível de intervenção nos mercados de capitais», refere o CBI [CNIN].

Mais valias com BVLP compensam provisão na ParaRede

No primeiro semestre deste ano o CBI beneficiou ainda de mais valias extraordinárias, com a venda de acções da BVLP, que compensaram a menos valia de 501 mil euros com a venda de acções da ParaRede e o custo de 248 mil euros com o pagamento de indemnizações aos colaboradores.

Por determinação do Banco de Portugal, o CBI deve manter, na participação detida na ParaRede, um nível mínimo de 90% de provisionamento das menos valias latentes, calculadas com referência à cotação de mercado, podendo constituir as respectivas provisões com contrapartida em contas de reservas», refere a mesma fonte.

Assim o CBI reforçou as provisões associadas à ParaRede em 2,33 milhões euros, o que representa uma cobertura de 93% das menos valias latentes observadas em 30 de Junho de 2002.

O CBI fechou sexta-feira nos 3 euros, não tendo ainda negociado na sessão de hoje.

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