Empresas Centro empresarial dá salto de "Lionesa" com investimento de 100 milhões

Centro empresarial dá salto de "Lionesa" com investimento de 100 milhões

O plano de expansão no espaço da antiga fábrica têxtil de Matosinhos, que já acolhe a Farfetch, a Hilti ou o "contact center" da Vodafone, prevê mais do que duplicar a área e o número de utilizadores até 2025.
Centro empresarial dá salto de "Lionesa" com investimento de 100 milhões
A segunda fase do projecto prevê a construção de um parque de estacionamento para "restringir quase totalmente a circulação automóvel" na Lionesa.
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António Larguesa 08 de junho de 2017 às 12:25

Cem milhões de euros é o investimento global estimado para o projecto de expansão do centro empresarial da Lionesa, em Leça do Balio (Matosinhos), que até 2025 irá duplicar a área bruta locável para os cem mil metros quadrados e acolher mais de dez mil pessoas.

 

O projecto, da autoria do arquitecto António Leitão Barbosa, foi apresentado esta quinta-feira, 8 de Junho, com a presença do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos. Criado em 2002 para revitalizar o espaço industrial da antiga fábrica de sedas Lionesa, o centro regista actualmente um movimento diário de quatro mil pessoas e acolhe 110 empresas. A Farfetch foi uma das últimas a chegar e ocupa cerca de um quarto do espaço total.

 

Um hotel com 80 quartos, uma residência universitária e uma zona desportiva com campos de padel, ténis e futebol. São estas as primeiras obras a arrancar, ainda este ano, numa área que também irá incluir um "corredor verde" da responsabilidade da autarquia matosinhense, ligando a Lionesa à zona costeira de Leça da Palmeira.

 

As operações da Hilti Portugal, recentemente considerada a "melhor empresa para trabalhar", da tecnológica 7 Graus, que detém sites como o brasileiro Pensador, o "contact center" da Vodafone operado pelo grupo RH Mais ou a equipa do comparador de preços KuantoKusta são alguns dos que trabalham diariamente nas instalações da Lionesa, administrada por Pedro Pinto, que irá expandir para os terrenos contíguos ao Mosteiro de Leça do Balio e "fazer deste espaço uma verdadeira cidade de pensadores e fazeres".

 

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A segunda fase prevê a construção de novos edifícios de escritórios, a projectar por diferentes arquitectos, uma zona dedicada ao empreendedorismo e novas áreas de restauração, comércio e serviços. Com o objectivo de "restringir quase totalmente a circulação automóvel e fomentar o circuito pedonal", vai ser também construído um novo parque de estacionamento e um sistema "vai-vém suspenso por carril" para ligar as extremidades do centro empresarial.

 

O último passo – e o que promete também gerar mais polémica no concelho nortenho – é a edificação de uma torre de 25 pisos. A administração explica que irá "romper com a horizontalidade que caracteriza o território envolvente" e espera que seja "capaz de representar todo o potencial de inovação e criatividade" do centro empresarial da Lionesa.




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