Tecnologias CEO da Apple defende limites ao uso da tecnologia e diz que "não quer o sobrinho nas redes sociais"

CEO da Apple defende limites ao uso da tecnologia e diz que "não quer o sobrinho nas redes sociais"

Depois de dois grandes accionistas da Apple terem demonstrado preocupações sobre a utilização dos produtos da marca feita pelos consumidores mais jovens, o próprio CEO da empresa defendeu publicamente a necessidade de colocar limites aos menores no que respeita ao uso da tecnologia.
CEO da Apple defende limites ao uso da tecnologia e diz que "não quer o sobrinho nas redes sociais"
Bloomberg
Rita Faria 23 de janeiro de 2018 às 15:58

"Não acredito no uso excessivo da tecnologia. Não sou daqueles que acreditam que se vai ter sucesso por utilizá-la o tempo todo", afirmou o líder da fabricante do iPhone, citado pelo El País. Tim Cook falava durante uma visita ao Harlow College de Essex, um dos 70 centros na Europa que vão incluir no seu plano curricular o programa da Apple para aprender a linguagem da programação.


Para ilustrar a sua visão, Tim Cook foi mais longe e disse mesmo que não quer o seu sobrinho de 12 anos nas redes sociais.

"Há conceitos que se explicam melhor dialogando. Na literatura faz falta utilizar a tecnologia? Provavelmente não", defendeu. "Não tenho filhos, mas tenho um sobrinho de 12 anos, e coloco-lhe alguns limites. Como por exemplo, não quero que esteja nas redes sociais".

Ainda assim, o CEO da Apple destacou as vantagens de os jovens aprenderem programação, "uma linguagem universal, com o qual se pode chegar a mais de 7 mil milhões de pessoas".

"Se tivesse de escolher, creio que é mais importante aprender a programar do que aprender uma língua estrangeira", resumiu Cook.

Apesar de as declarações de Tim Cook irem, aparentemente, contra os interesses da empresa que lidera, o espanhol El País lembra que não é caso único: Evan Williams, um dos fundadores do Twitter, não permite que os filhos utilizem dispositivos móveis, como smartphones e limita o tempo em frente à televisão, tal como acontece com Bill Gates, e como acontecia com Steve Jobs.

No início deste mês, a discussão pública em torno dos riscos da tecnologia para os mais novos subiu de tom, depois de dois grandes accionistas da Apple – Jana Partners e o California State Teachers' Retirement System – terem publicado uma carta aberta, pedindo à empresa da maçã que reforçasse a segurança dos seus produtos para os mais jovens.

"Analisámos as evidências e acreditamos que há uma clara necessidade de a Apple oferecer aos pais mais escolhas e ferramentas para os ajudar a garantir que os consumidores jovens usam os seus produtos da maneira correcta", dizia a carta, citada pelo Business Insider. 

No seguimento desta carta aberta, a Apple prometeu introduzir novas funcionalidades e ferramentas para proteger as crianças do risco de dependência dos dispositivos móveis.

"A Apple sempre se preocupou com as crianças, e trabalhamos arduamente para criar produtos poderosos que inspirem, entretenham e eduquem as crianças, ajudando também os pais a protegê-las online", disse um representante da empresa à mesma publicação. "Temos novos recursos planeados para o futuro". 




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