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CEO da Volkswagen EUA pede desculpa aos clientes "afectados" pela manipulação da empresa

Através do Twitter, a Volkswagen Estados Unidos pede desculpa aos clientes, revendedores e governo, garantindo que vai trabalhar para reconquistar a confiança de todos.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 25 de Setembro de 2015 às 13:20
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Michael Horn (na foto), presidente e CEO do Volkswagen Group of America, voltou a pedir desculpa pela manipulação dos testes de emissões de gases poluentes, um escândalo revelado no início desta semana.

"A Volkswagen gostaria de apresentar as mais profundas desculpas às pessoas afectadas pela nossa violação das normas de emissões da CARB [Califórnia Air Resources] e da EPA [Agência de Protecção Ambiental]", comunica a empresa através do Twitter.

O CEO Michael Horn, que assina a mensagem, garante ainda que a empresa vai agora proceder "de forma correcta" para reconquistar a confianças dos clientes, revendedores e do público em geral.

"Vamos resolver o problema, e vamos fazer as coisas de forma correcta, para reconquistarmos a vossa confiança, dos nossos clientes, dos nossos revendedores, do governo, do público e dos nossos funcionários", pode ler-se no ‘tweet’. "Pedimos paciência enquanto trabalhamos arduamente para resolver esta questão complexa, e vamos partilhar mais informações assim que pudermos".

Esta é a segunda vez que o CEO da Volkwagen Estados Unidos pede desculpa pelo escândalo que envolve a empresa, depois de, na terça-feira, ter admitindo que Volkswagen fez "asneira".

"A nossa empresa foi desonesta com a EPA, com a CARB e com todos vós", disse Michael Horn, num evento de apresentação do Passat Sedan, em Nova Iorque. "Fizemos asneira".

A fabricante alemã de automóveis vai eleger esta sexta-feira o seu novo CEO e, previsivelmente, anunciar a saída de altos executivos da empresa, num esforço para reparar a imagem manchada pelos testes de emissões fraudulentos.

Matthias Mueller, actual CEO da Porsche (na foto à esquerda junto ao antigo CEO da VW), é apontado como o mais provável sucessor de Martin Winterkorn, que se demitiu da liderança da Volkswagen esta quarta-feira, depois de desvendado o caso da manipulação dos gases poluentes em motores diesel.

 

No início desta semana, Volkswagen admitiu ter instalado um "dispositivo manipulador" que permitia adulterar os resultados dos testes de emissões em laboratório. Em contexto de estrada, os veículos com motores diesel poderiam produzir até 40 vezes mais emissões ao permitido por lei. Ao todo, terão sido 11 milhões de veículos onde foi instalada esta tecnologia.
 
Esta sexta-feira, a empresa alemã vai publicar uma lista com os veículos afectados pela manipulação de gases poluentes em motores diesel.   

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