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CEO do BCP diz que aumentar preço da OPA é um direito e não uma obrigação

O presidente do BCP confirmou hoje que o preço da oferta poderá ser mexido até ao 10º dia antes do final da OPA, mas acrescenta que “é um direito e não uma obrigação”. Sobre o sucesso da operação diz estar “tão confiante hoje como há um ano”. Se a OPA fal

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 16 de Abril de 2007 às 12:42
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O presidente do BCP confirmou hoje que o preço da oferta poderá ser mexido até ao 10º dia antes do final da OPA, mas acrescenta que "é um direito e não uma obrigação". Sobre o sucesso da operação diz estar "tão confiante hoje como há um ano". Se a OPA falhar, o presidente do BCP diz que tem opções de crescimento "que não se esgotam no BPI.

Paulo Teixeira Pinto falou hoje à margem da apresentação do relatório de sustentabilidade do BCP.

Questionado pelos jornalistas se já tinha encetado contactos com os accionistas de referência do BPI, Paulo Teixeira Pinto afirmou que a OPA "é uma operação puramente de mercado . Fazemo-la no mercado e não na opinião pública. Não posso comentar quaisquer contactos com accionistas que tenham sido feitos".

A edição de hoje do Jornal de Negócios avança que os três accionistas de referência do Banco BPI fecharam as portas a qualquer reunião com o BCP sobre a oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre o BPI.

Indagado sobre a realização de uma assembleia geral do BPI para desblindar os estatutos, um cenário que terá de acontecer até ao 13º dia após o início da oferta, Paulo Teixeira Pinto afirma que "pode ser feita a convocatória", mas diz que não tem conhecimento que qualquer accionista o faça.

Sobre a contrapartida da OPA, adianta que "como sabem, a nossa posição é pública. Até ao 10º dia antes do final da oferta podemos faze-lo. Mas é um direito e não uma obrigação".

Questionado se se mantém confiante no sucesso da operação, afirma que "fazemos sempre aquilo que achamos que temos de fazer. E isto tem que ser feito. É uma operação de mercado que se decidirá com racionalidade e não com estados de alma, espero eu".

No dia 13 de Março de 2006, aquando do anúncio preliminar da oferta, "já tinha dito que numa operação de mercado os dois resultados podem acontecer. Somos responsáveis por eles [resultados]".

"Mantenho-me confiante, sabendo  que as duas realidades podem acontecer. Estou tão confiante hoje como há um ano. Podem ter a certeza que eu não esperava pelo último dia para o dizer se achasse que esta oferta poderia não ter sucesso. Di-lo-ia hoje".

Questionado pelos jornalistas sobre a capacidade financeira do banco para realizar uma oferta de maior dimensão afirmou que "nós dissemos que pelo preço que oferecemos, isso implicaria um investimento de 4,3 mil milhões de euros. Temos um acordo com a UBS de 4 mil milhões de euros [aumento de capital tomado firme]. Não posso comentar eventual revisão de preço, pois não posso dar informação que ainda não tenha dado ao mercado".

Sobre a existência de ordens de venda desde que arrancou a OPA, Teixeira Pinto diz não saber. "Mas também não espero que sejam dadas nos primeiros dias".

 

Se OPA falhar do BPI falhar, o presidente do BCP diz que tem opções de crescimento "que não se esgotam no BPI. Mas achamos que tinha importância para o nosso crescimento. Em Portugal será muito difícil e é a razão pela qual abrimos em Angola e na Roménia e estamos a crescer na Polónia e Grécia".

"Temos uma percepção ambiciosa para as nossas operações internacionais", acrescenta.


Questionado sobre os motivos para não ir à assembleia geral de accionista do BPI de 19 de Abril, explica que na outra assembleia geral em que participou havia na ordem de trabalhos "um ponto que dizia directamente respeito ao BCP".

As acções do BCP sobem 4,03% para 2,84 euros e o BPI recua 0,45% para 6,60 euros.

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