Banca & Finanças CGD tem de vender mais seguros da Fidelidade

CGD tem de vender mais seguros da Fidelidade

A Caixa Geral de Depósitos renovou o acordo de prestação de serviços seguradores da Fidelidade, de que é accionista, através da sua rede. As remunerações a pagar pela seguradora ao banco vão subir de forma faseada.
CGD tem de vender mais seguros da Fidelidade
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Diogo Cavaleiro 25 de janeiro de 2018 às 19:03

A Caixa Geral de Depósitos tem de vender mais seguros da Fidelidade. Esta é uma das condições do acordo de bancassurance que liga o banco público e a seguradora que vendeu à Fosun e onde mantém 15% do capital.

 

"O aprofundamento desta parceria implicou também uma ampliação dos objectivos de negócio de venda de seguros pela CGD, permitindo-lhe tirar melhor partido do seu potencial, e reforçando a sua posição concorrencial nesta área, em benefício dos seus clientes individuais e empresa", assinalam as notas de imprensa enviadas pelas duas entidades esta quinta-feira, 25 de Janeiro.

 

A aposta nas comissões recebidas pelas vendas de seguros está inscrita no plano estratégico definido aquando da capitalização da Caixa Geral de Depósitos, concretizada no início do ano passado. A meta que estava definida inicialmente era de obter 150 milhões de euros em comissões em quatro anos.

 

No âmbito da renovação da parceria, a instituição financeira presidida por Paulo Macedo (na foto, ao lado de Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade) vai receber valores mais elevados da Fidelidade pela comercialização dos seus produtos. Só que essa actualização será faseada.

 

"Com o novo acordo, a Caixa assegura condições que permitem manter uma oferta de seguros competitiva, inovadora e diferenciadora, bem como uma actualização das condições e valores das remunerações e incentivos a serem pagos pela Fidelidade à CGD pela venda de seguros, com efeitos escalonados a partir do segundo semestre de 2017, acompanhando as melhores práticas do mercado", concretiza o banco.

 

Até aqui, o acordo de distribuição bancária com a CGD tinha um prazo de 25 anos, iniciado em 2014, não havendo referências nos comunicados enviados pelas duas entidades sobre se houve alterações.

 

Acordo para fora de Portugal

 

"Este acordo prevê o aprofundamento da relação de negócio entre as duas entidades líderes de mercado em Portugal, respectivamente nos seguros e na banca, reforçando e renovando esta já longa cooperação, quer em novas áreas de colaboração, quer com o alargamento da parceria a outras geografias e mercados", acrescentam ainda os comunicados de imprensa.

 

A CGD, ainda que estando de saída de África do Sul, Espanha e Brasil, está presente em vários outros mercados, como França, Luxemburgo, Moçambique e Macau, onde também a Fidelidade marca presença. Aliás, tendo em conta o seu histórico comum, a expansão da seguradora foi ocorrendo, em parte, para os países onde estava o banco. A Fidelidade está, agora, nas mãos da Fosun, sendo que 15% da companhia pertence à instituição financeira. A Fosun é a principal accionista do BCP, concorrente da CGD. 

 

O que dizem os responsáveis das empresas

"O presente acordo representa um grau de maior ambição, consentânea com o plano de reestruturação da Caixa, com a prestação de serviços financeiros mais abrangentes, e uma resposta adicional às necessidades crescentes em matéria de protecção e mitigação de risco das empresas e das famílias", argumenta Paulo Macedo, citado no comunicado.

Da mesma forma, Jorge Magalhães Correia, que lidera a Fidelidade, defende que o acordo "simboliza o compromisso das atuais administrações da CGD e da Fidelidade em atingir objectivos e resultados mais ambiciosos, num novo ciclo de recuperação económica com acrescidas necessidades por parte dos clientes". 




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