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Caixa Geral de Depósitos baixa custo de financiamento em 100 pontos base

A Caixa Geral de Depósitos conclui a emissão de 750 milhões de euros de obrigações hipotecárias com um “spread” de 188 pontos base, uma margem 100 pontos base abaixo do custo fixado numa emissão idêntica realizada há um ano. Operação colocada esta quarta-feira permite “reduzir o custo de financiamento da economia portuguesa”, adiantou o gestor financeiro da CGD.

Cátia Barbosa/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 17:21
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A emissão de 750 milhões de euros de obrigações hipotecárias a cinco anos realizada pela CGD esta quarta-feira, 8 de Janeiro, foi colocada com um cupão de 3%, o que corresponde a um “spread” de 188 pontos base sobre a taxa de referência (“mid swaps”). Esta margem representa uma redução de quase 100 pontos base face ao custo fixado para uma emissão de igual valor e prazo realizada em Janeiro do ano passado.

 

As condições finais de colocação “permitem-nos ser mais competitivos no financiamento da economia portuguesa”, adiantou João Nuno Palma, administrador financeiro da CGD, ao Negócios.

 

O livro de ordens esteve aberto pouco mais de uma hora, tendo sido registada uma procura máxima para 5.000 milhões de euros, ainda com um “spread” de referência de cerca de 200 pontos. No entanto, a Caixa privilegiou a compressão do custo de financiamento, que acabou por se fixar em 188 pontos, preço que manteve uma procura de cerca de 4.000 milhões.

 

Apesar da procura, a CGD decidiu não reforçar a oferta disponível para comprimir o “spread” da emissão ao máximo. “Podíamos ter emitido mais, mas não seríamos tão competitivos em termos de ‘spread’”, admitiu o gestor financeiro da Caixa, justificando a decisão com o facto de o banco público ter “uma situação de liquidez confortável”.

 

Em termos de investidores, 63% dos subscritores foram sociedades de gestão de activos, surgindo os bancos em segundo lugar, com um peso de 13% e as companhias de seguro em terceiro, absorvendo 8% da emissão. Em termos geográficos, mais de 90% da operação foi colocada junto de investidores internacionais. Cerca de um quarto da emissão foi subscrita por entidades alemãs e austríacas e outro quarto por investidores britânicos.

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