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CGD lucra o mesmo que em 2002 (act)

O Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou, em 2003, um resultado líquido consolidado de 667,3 milhões de euros, praticamente inalterado em relação ao ano anterior.

Sílvia de Oliveira 18 de Fevereiro de 2004 às 16:46
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O Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou, em 2003, um resultado líquido consolidado de 667,3 milhões de euros, praticamente inalterado em relação ao ano anterior.

Em 2002, o banco estatal lucrou menos 0,3%, anunciou hoje a instituição.

À semelhança do que ocorreu ao longo de todo o ano de 2003, a área seguradora, concentrada na Fidelidade-Mundial, suportou, de forma significativa, os resultados do grupo CGD.

«A área seguradora do grupo CGD registou a melhor rentabilidade do sector, com o resultado líquido consolidado a atingir 61,1 milhões de euros, mais que quadriplicando o de 2002», acrescenta o comunicado.

A rubrica resultados de empresas associadas e filiais excluídas de consolidação totalizou, no final do ano passado, 112,6 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 180,3% face a 2002.

Para além do contributo da Fidelidade-Mundial, a CGD sublinha ainda a melhoria significativa dos resultados de outras participadas, como a REN e o Unibanco, no Brasil, empresas cujas contas são consolidadas pelo método da equivalência patrimonial.

Por sua vez, os resultados antes de impostos situaram-se nos 815,6 milhões de euros, um valor superior em 34,5 milhões de euros (4,4%) ao de 2002.

A margem financeira registou uma quebra de 12,9%, o que, segundo a CGD, se ficou a dever «às sucessivas descidas das taxas de juro, que penalizaram mais intensamente os juros de crédito do que os juros dos depósitos».

Um facto que ganha, na opinião da CGD, uma particular relevância no caso das instituições de crédito que, como o banco estatal, «financiam integralmente o crédito que concedem com depósitos de clientes».

A margem complementar acabou, porém, por compensar grande parte daquela redução, ao registar uma subida de 21,1%, sobretudo, à custa do comportamento das comissões (+25,8 milhões de euros) e do saldo dos lucros e prejuízos em operações financeiras (+87,9 milhões de euros.

Os outros proveitos de exploração também contribuíram, tendo aumentado 20,6 milhões de euros em relação a 2002.

Ainda assim, o produto bancário (a soma da margem financeira e da margem complementar) acabou por sofrer, em 2003, um decréscimo de 3,1% para ao 1,931 mil milhões de euros.

Ao nível dos custos, verificou-se uma redução de seis milhões de euros (-0,6%), totalizando 994,4 milhões de euros.

Em termos de balanço, os créditos sobre clientes registaram um decréscimo de 0,6%, para os 44,105 mil milhões de euros, o que levou à redução do seu peso na estrutura do balanço de 66,6% para 59,5%.

O total dos recursos de clientes captados e dos activos sob gestão alcançou 61,076 mil milhões de euros, ou seja, mais 4,5% em termos anuais.

Deste total, 45,660 mil milhões de euros dizem respeito a depósitos.

Ao nível da rentabilidade, a rentabilidade do activo (ROA) fixou-se em 1%, inalterada face a 2002. Quanto ao ROE (rentabilidade dos capitais próprios), também se manteve igual nos 20%.

«As rentabilidades do Activo (1%) e dos Capitais próprios (20%) mantiveram-se dentro dos objectivos já atingidos em 2002. Desta forma a CGD manteve uma clara liderança em todos os indicadores de rentabilidade», frisou a instituição através de comunicado.

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