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Chegou o testamento "online" para a sua vida digital

Se é um adepto das novas tecnologias e tem um mundo "online" tão rico como o seu mundo real, decerto já se interrogou muitas vezes o que acontecerá aos seus blogs, à sua página no Facebook, aos seus álbuns de fotografias, aos vídeos, aos contactos, à correspondência e a mil e uma coisas que deixou espalhadas pela Internet com o seu cunho pessoal. Numa palavra: o seu legado virtual.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 10 de Março de 2009 às 17:19
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Se é um adepto das novas tecnologias e tem um mundo "online" tão rico como o seu mundo real, decerto já se interrogou muitas vezes o que acontecerá aos seus blogs, à sua página no Facebook, aos seus álbuns de fotografias, aos vídeos, aos contactos, à correspondência e a mil e uma coisas que deixou espalhadas pela Internet com o seu cunho pessoal. Numa palavra: o seu legado virtual.

A Legacy Locker (https://www.legacylocker.com/) surgiu para resolver este problema. Trata-se de um serviço que funciona como um testamento “online” para a sua vida digital. Ou seja, decide que património “online” quer colocar no seu cofre e se algo lhe acontecer, as informações são passadas à pessoa (ou pessoas) que designar. E não se trata apenas de dados como contas bancárias na Internet, salienta a “Venture Beat”. Até as redes sociais e profissionais podem ficar por conta de alguém que você nomeie para aceder às “passwords” e poder alterar o seu “estado”.

Tomemos o Facebook, o Netlog, o Hi5, o Sonic, o My Space, o Orkut, o Fotolog ou qualquer outra rede social como exemplo. Quem ficar com as “passwords” deste seu mundo, pode depois fechar a sua conta ou mantê-la, informando todos os seus contactos sobre o seu falecimento. Parece mórbido, mas é uma preocupação crescente entre os milhões de cibernautas.

Serviço não é para todos os bolsos

Mas há um senão. Os preços propostos não são acessíveis a todos os bolsos. Trata-se de um serviço “premium”, que custa 29,99 dólares por ano. Ou então pode optar por pagar uma comissão única no valor de 299,99 dólares.

Uma vez que estes preços podem assustar muitos clientes, a Legacy Locker está a propor este produto para um mercado muito específico. Pelo menos nesta fase inicial. Assim, de momento, o serviço está disponível para as famílias norte-americanas com filhos menores que tenham já feito um testamento – o que significa 12,6 milhões de agregados familiares, salienta a “Venture Beat”.

Cartas de despedida

Além dos seus activos digitais, a Legacy Locker fornece também um serviço chamado “Legacy Letters”. São “cartas” pessoais, destinadas a pessoas específicas, que são enviadas depois da morte do detentor da conta. É, segundo a empresa, uma oportunidade de fazer a sua despedida. De momento, o serviço está limitado a texto, mas em breve incluirá também mensagens de vídeo.

A segurança é uma grande preocupação neste tipo de serviços que gerem “passwords” e que dispõem de toda uma vida virtual num único espaço. É por isso que a Legacy Locker exige provas do falecimento por parte das pessoas que o dono do cofre designar ainda em vida.

O Legacy Locker, com sede em São Francisco, foi co-fundado por Jeremy Toeman, que é também fundador da Stage Two Consulting. Apesar de o “site” já estar disponível, o serviço só será çanlado dentro das próximas duas a três semanas.

Este novo serviço vai facilitar muitas questões de acesso a arquivos digitais. É comum ter que se nomear um advogado para aceder a contas pessoais de familiares que morrem, para que os fornecedores desses serviços cedam as “passwords” e códigos de acesso. Com esta estipulação de herdeiros, esse problema promete deixar de ser problema.

Há partes do arquivo “online” que o dono do cofre pode não querer disponibilizar. Daí a importância de nomear os herdeiros de cada serviço. Em caso de morte, os familares/amigos/funcionários do falecido que foram designados como herdeiros contactam a Legacy Locker, fornecem a certidão de óbito e outros critérios de verificação que são pedidos na ocasião, e recebem depois a informação que lhes é destinada, salienta o “The Wall Street Journal”.

Um outro serviço relacionado com as preocupações em torno do falecimento é o “MyWonderfulLife”, que permite aos utilizadores tratarem do seu próprio funeral, refere o “The Washington Post”.

A morte é, cada vez mais um negócio. Mórbido, mas inteligente, como sublinha o “Cnet”.

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