Automóvel China abre mercado automóvel ao estrangeiro

China abre mercado automóvel ao estrangeiro

A China vai eliminar as restrições ao investimento estrangeiro no sector automóvel numa mudança política quer irá abrir o maior mercado automóvel mundial.
China abre mercado automóvel ao estrangeiro
Bloomberg
Negócios com Reuters 17 de abril de 2018 às 18:53

Numa altura em que os EUA e a China se encontram envolvidos numa acesa disputa comercial, com imposição de tarifas às importações por parte de ambos os países, Pequim decidiu abrir um dos sectores mais cobiçados pelas empresas estrangeiras.

O anúncio feito esta terça-feira pelas autoridades de Pequim refere que serão eliminados os limites a que estão sujeitos os fabricantes automóveis estrangeiros no mercado chinês.

Em 1994, a China impôs restrições aos fabricantes estrangeiros, que apenas podem deter 50% nos negócios no sector, obrigando os construtores automóveis do exterior a unirem-se a empresas chinesas.

Agora, Pequim anunciou que esses limites serão suprimidos já este ano para a construção de veículos eléctricos e híbridos. Em 2020 serão eliminados os limites nas viaturas comerciais e, em 2022, em todo o mercado automóvel.

A medida foi bem recebida pela poderosa indústria automóvel alemã, tendo sido aplaudida por empresas como a BMW. A Volkswagen e a Daimler, casa-mãe da Mercedes, mostraram-se mais cautelosas, indicando estar a analisar cuidadosamente as alterações anunciadas.

Os analistas acreditam que, pelo menos no curto prazo, os fabricantes de veículos eléctricos e híbridos serão os mais beneficiados, incluindo a norte-americana Tesla.

Muitos dos fabricantes, contudo, poderão optar por manter as actuais joint-ventures com empresas chinesas, beneficiando das ligações já existentes e capitalizando o facto de os veículos serem apresentados como tendo uma componente chinesa.

Adicionalmente, a China anunciou também que serão eliminados, já este ano, os limites às empresas estrangeiras nos sectores da construção naval e da indústria aeronáutica.

Pequim assegurou que as alterações no sector automóvel não têm qualquer relação com a actual situação de tensão comercial com Washington.




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