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Chineses da Cnooc desistem da compra da Unocal por oposição do congresso dos EUA

A Cnooc, empresa chinesa do ramo petrolífero desistiu da oferta pública de aquisição (OPA) no valor de 18,5 mil milhões de dólares (15,1 mil milhões de euros) sobre a americana Unocal.

Paulo Moutinho 02 de Agosto de 2005 às 16:24

A Cnooc, empresa chinesa do ramo petrolífero desistiu da oferta pública de aquisição (OPA) no valor de 18,5 mil milhões de dólares (15,1 mil milhões de euros) sobre a americana Unocal.

A grande oposição política por parte dos deputados norte-americanos que reprovaram a oferta, levou a que a empresa chinesa, detida em 71% pelo Estado chinês, retirasse a proposta de negócio. Caso se concretizasse, seria a maior aquisição chinesa no estrangeiro.

Os políticos norte-americanos tentaram a todo o custo que este negócio não se realizasse, com receio que comprometesse a economia dos EUA e a segurança nacional, numa altura em que o petróleo atinge novos valores recorde.

A legalidade deste negócio foi ainda posta em causa por dois senadores norte-americanos, que pediram ao secretário do comércio Carlos Gutierrez, para estar atento à violação da China às regras da Organização Mundial do Comercio, uma vez que, o Estado chinês iria financiar a Cnooc, emprestando dinheiro com taxas de juro baixas.

Assim que a Cnooc fez o anúncio, as acções da Unocal cotadas na New York Stock Exchange caíram 0,47 dólares (0,38 euros) para os 63,90 dólares (52,44 euros).

David Merjan, gestor de fundos da William Blair não imagina «que eles não tenham antecipado a veemência da oposição no Congresso» norte-americano.

Apesar de o negócio não se confirmar, acaba por ser um final feliz para a Cnooc, visto que as suas acções disparam na bolsa, subindo 32% desde o início das negociações no início do ano.

A Cnooc ainda ficou ilibada de pagar uma indemnização de 500 milhões de dólares (410 mil milhões de euros) à Chevron (empresa concorrente na OPA) e 2,5 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros) à Unocal, montante que tinha sido depositado nos cofres da empresa americana, na eventualidade da Cnooc não conseguisse fechar negócio.

A administração da Unocal é que não ficou satisfeita com a decisão de não ter direito aos 2,5 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros) por causa da legislação norte-americana e do parecer negativo do congresso.

A petrolífera Chevron deverá ver a sua proposta de OPA aprovada na próxima semana, um negócio no valor de 17,3 mil milhões de dólares (14,1 mil milhões de euros)

A Cnooc está à procura de depósitos de petróleo além-mar, isto porque, a produção na China não é suficiente para responder à grande procura do «ouro negro» do país, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, logo a seguir aos EUA.

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