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Cinco grandes bancos deverão pagar 5 mil milhões de dólares por manipulação do mercado cambial

Barclays, JPMorgan Chase, Royal Bank of Scotland, Citigroup e UBS deverão pagar um total de 5 mil milhões de dólares a autoridades britânicas e norte-americanas por manipulação do mercado cambial, avança o Financial Times.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Maio de 2015 às 16:17
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Cinco dos maiores bancos mundiais estão a finalizar acordos para o pagamento de um total de 5 mil milhões de dólares (cerca de 4,46 mil milhões de euros) no âmbito de processos de investigação por alegada manipulação dos mercados cambiais, avança o Financial Times esta segunda-feira, 11 de Maio.

 

O Barclays deverá pagar 2 mil milhões de dólares à Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido, ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, à Commodity Futures Trading Commission e ao Departamento de Serviços Financeiros de Nova Iorque.

 

O JPMorgan Chase, o Royal Bank of Scotland e o Citigroup deverão pagar até mil milhões de dólares, cada um, ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Segundo fontes referidas pelo Financial Times, subsidiárias dos três bancos, bem como o Barclays, deverão declarar-se culpadas de acusações criminais nos Estados Unidos.   

 

A coima do UBS, na Suíça, não está ainda definida, estando a instituição em negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. 

 

O HSBC e o Bank of America, condenados ao pagamento de coimas em Novembro, não fazem parte deste último acordo.

Segundo o Financial Times, o Barclays e o UBS poderão enfrentar problemas adicionais, caso o Departamento de Justiça dos Estados Unidos decida reabrir os processos criminais anteriores contras os dois bancos por manipulação da taxa Libor. O Departamento de Justiça poderá revogar os acordos a que chegou com os dois bancos em 2012, se concluir que cometeram crimes nos mercados de Forex desde então.  

 

Os cinco bancos já fizeram provisões substanciais para acomodar as coimas. O Barclays constituiu provisões de cerca de 2 mil milhões de dólares, enquanto o Royal Bank of Scotland reservou mil milhões de dólares nos dois últimos trimestres para cobrir os custos dos processos relacionados com a manipulação do mercado cambial.

 

Já o CEO do UBS, Sergio Ermotti, disse esperar, a 5 de Maio, que "as provisões existentes sejam suficientes para acomodar qualquer resolução" destas questões. 

 

Esta segunda-feira, o Citigroup informou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não processou o banco por manipulação da Libor. 

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