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Cinco maiores bancos nacionais lucraram 2,8 mil milhões em 2007

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) fechou com "chave de ouro" a "earnings season" da banca portuguesa, ao apresentar resultados líquidos recorde de 856,3 milhões de euros, elevando para um total de 2.892 milhões os lucros de 2007 dos cinco maiores bancos na

Paulo Moutinho 26 de Fevereiro de 2008 às 01:00
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) fechou com "chave de ouro" a "earnings season" da banca portuguesa, ao apresentar resultados líquidos recorde de 856,3 milhões de euros, elevando para um total de 2.892 milhões os lucros de 2007 dos cinco maiores bancos nacionais.

O banco estatal foi o último a apresentar as contas do ano passado, revelando um crescimento de 16,7% nos resultados líquidos face aos 733,8 milhões obtidos no ano anterior. Com estes lucros, a instituição liderada por Faria de Oliveira voltou a apresentar os lucros mais avultados entre os cinco maiores bancos nacionais, superando o BCP, agora comandado pelo antigo presidente da CGD, Santos Ferreira.

O BCP foi o único a apresentar uma quebra nos seus lucros, obtendo um total de 563,3 milhões, inferior aos 607,1 milhões reportados pelo Banco Espírito Santo que conseguiu um aumento de 44,3%, o maior no sector financeiro nacional.

No total, os bancos privado e público portugueses conseguiram aumentar em 8% os seus lucros (apesar da quebra nos resultados do BCP), de 2.676 milhões para 2.892 milhões de euros, valor para o qual contribuíram também o BPI, que registou um aumento de 15% para 355,1 milhões de euros, e o Santander Totta, que apresentou um crescimento de 20% face a 2006 para 510,3 milhões de euros.

O banco liderado por Nuno Amado conseguiu ser o mais eficiente, em 2007, e também apresentou, à semelhança do BES, um crescimento no retorno dos capitais próprios, o que não se verificou na CGD cujo rácio piorou, ligeiramente, para 20,6%.

O banco do Estado apresentou, igualmente, uma deterioração no "core capital", ou rácio de solvabilidade que, no entanto, se mantém num nível confortável, contrariamente à situação do BCP, que vai fazer um aumento de capital, e do BPI, que admite alienar activos.

A CGD revelou um aumento de 2,6% nos custos com pessoal, em 2007, para 942,2 milhões de euros, valor que supera os 915,7 milhões despendidos pelo banco liderado por Santos Ferreira, mas que fica aquém dos 950,7 milhões revelados pelo BES, a soma mais elevada.

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