Start-ups Cisco e Portugal vão trabalhar em conjunto para acelerar a digitalização no país

Cisco e Portugal vão trabalhar em conjunto para acelerar a digitalização no país

O governo português e a tecnológica norte-americana Cisco assinaram um memorando de entendimento para acelerar a digitalização do país. Durante os próximos dois anos, vai haver uma cooperação para identificar as oportunidades apresentadas pela economia digital.
Cisco e Portugal vão trabalhar em conjunto para acelerar a digitalização no país
Reuters
Ana Laranjeiro 02 de março de 2018 às 10:02

Portugal e a Cisco vão trabalhar em conjunto para acelerar a digitalização do país. Foi assinado ontem um memorando de entendimento entre o governo português e a tecnológica norte-americana que visa acelerar a digitalização do país, segundo um comunicado enviado às redacções.

"Durante os próximos dois anos, Portugal e a Cisco vão cooperar com o intuito de usufruir das oportunidades apresentadas por uma economia digital, impactando positivamente o crescimento do PIB, a educação, a inovação e a competitividade, assim como a inclusão social e a qualidade de vida", refere o documento.

Este memorando foca-se em alguns aspectos do Programa Nacional de Reformas. O que inclui "o apoio ao empreendedorismo e à inovação empresarial, com um foco específico nas start-ups; aumento e melhoria das competências digitais; aplicação de tecnologias digitais inovadoras nos serviços do sector público, educação, Indústria 4.0, mobilidade e cibersegurança".

O comunicado destaca ainda que "apoiar start-ups tecnológicas é um dos principais pilares da estratégia digital do governo" e a "Cisco continuará a colaboração com a Startup Portugal em áreas prioritárias como segurança, mobilidade e Internet das Coisas".

No âmbito da transformação do Estado, a parceria "inclui a colaboração com diferentes ministérios, com especial atenção na modernização da administração pública, saúde, justiça e defesa". "O propósito é a criação de plataformas seguras que vão potenciar a colaboração do Governo e os serviços digitais, melhorando a eficiência e a flexibilidade, e reduzindo custos".

O primeiro-ministro António Costa refere, em comunicado, que "ao acelerar a agenda da digitalização nacional, Portugal pode aumentar o seu PIB, criar mais empregos e melhorar a inclusão digital da nossa população e dos nossos negócios".

Sofia Tenreiro, directora-geral da Cisco Portugal, defende, por sua vez, e também em comunicado, que "a Cisco Portugal valoriza a oportunidade que este acordo representa e está completamente empenhada em colaborar com o ecossistema de inovação, incluindo organizações públicas e privadas, escolas e universidades, para acelerar os esforços de digitalização nacional". "Os nossos objectivos são a longo prazo e queremos assumir um papel relevante no crescimento e competitividade do país."




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comentários mais recentes
pertinaz 02.03.2018

PORQUÊ A CISCO...???

HOUVE CONCURSO PÚBLICO...???

ESTE DESGOVERNO CONTINUA A CHEIRAR MUITO MAL...

Anónimo 02.03.2018

O comuno-socialismo luso, presente em todos os sindicatos e em muitos partidos de Portugal, obedece a uma intrigante lógica que agita a bandeira da educação mas que quando vê alguém que se educou e foi capaz de inovar ao ponto de fazer desaparecer onerosas e ineficientes carreiras que garantem postos de trabalho obsoletos pagos por contribuintes, consumidores, investidores e trabalhadores com real procura de mercado, levanta de imediato uma bandeira especial do trabalho e diz, em mau tom, ao inovador educado, para fugir do país ou mudar compulsivamente de ocupação abdicando dos potenciais rendimentos que adviriam da inovação conseguida. O comuno-socialismo é psicopata e criminoso. Uma verdadeira doença mental grave, perigosa para todo e qualquer processo de criação de valor.

Anónimo 02.03.2018

Sejamos sérios. Queremos números de excedentários despedidos. Hoje em dia, reformas destas não se fazem sem substituir factor trabalho por factor capital e sem reduzir a quantidade líquida de factor trabalho alocado e aumentar a quantidade líquida de factor capital alocado. É dos livros, é dos mercados, é da vida. Nos territórios mais ricos e desenvolvidos estas coisas andam sempre aliadas a reestruturações profundas com recurso a despedimentos. Seja numa universidade escandinava, numa multinacional alemã, numa companhia das águas irlandesa, numa autarquia escocesa, num ministério inglês, numa empresa ferroviária suíça ou numa repartição de finanças australiana. É aí que se poupa e cria valor que irá extravasar por toda a economia e sociedade elevando-as para outro patamar de forma sustentável e impedindo a sua queda para o precipício da iniquidade e insustentabilidade a que chamam crise, empobrecimento e falta de soberania.

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