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Citigroup corta recomendação da Portugal Telecom para "manter" (act)

O Citigroup reviu hoje em baixa a recomendação da Portugal Telecom de "comprar" para "manter" e ajustou o preço-alvo ao dividendo de 0,575 euros que a empresa vai pagar aos accionistas, reduzindo o "target" de 8,80 euros para 8,50 euros. Os preços-alvo da Zon e Sonaecom também foram revistos em baixa.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 09:34
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O Citigroup reviu hoje em baixa a recomendação da Portugal Telecom de “comprar” para “manter” e ajustou o preço-alvo ao dividendo de 0,575 euros que a empresa vai pagar aos accionistas, reduzindo o “target” de 8,80 euros para 8,50 euros.

Numa nota de “research” para o sector das telecomunicações a que o Negócios teve acesso, o banco de investimento prevê que os dois primeiros trimestres do ano sejam desafiantes para a companhia nas operações domésticas nos segmentos fixo e móvel.

A casa de investimento justifica o corte de recomendação com o facto das acções se estarem a aproximar do seu “target” e reviu em baixa as suas previsões para o EPS em 13% para 2010, ficando “10% abaixo do consenso”.

Em termos operacionais, o Citigroup antecipa que a PT registe um crescimento anual de 3% das receitas e do EBITDA entre 2010 e 2013.

“Desde o pico das preocupações em torno da dívida soberana nos inícios de Fevereiro, o título superou o sector em 8,5 pontos percentuais (...) mas acreditamos que as preocupações económicas ainda não estão totalmente ultrapassadas para o título e a companhia vai enfrentar alguns ventos contrários operacionais nos próximos meses”, escreve a equipa de “research” liderada por Simon Weeden.

O banco prevê que os dois primeiros trimestres do ano sejam mais difíceis do que anteriormente esperado nas operações domésticas.

No sector fixo, o Citigroup considera que os clientes estiveram a renegociar contratos activamente durante a crise financeira e o efeito disto não foi sentido nas receitas de 2009.

Já nas operações móveis, o banco realça que os operadores nacionais estão expostos a uma agressiva agenda com as tarifas de terminação móvel (MTR). Além disso, o Citigroup manifesta-se cauteloso para o segmento móvel devido à elevada competição no mercado em termos de preços.

Sonaecom e Zon vêem “targets” reduzidos

O Citigroup actualizou ainda as suas avaliações para as acções da Sonaecom e da Zon Multimédia. No caso da dona da Optimus, o banco desceu o seu preço-alvo de 2,10 euros para os 1,90 euros, com uma recomendação de “manter”.

O Citigroup realça que a Sonaecom permanece sob pressão a nível operacional, num mercado muito competitivo. Ainda assim, no mercado móvel, a marca está a capitalizar a sua posição como uma marca jovem para manter a sua quota de mercado.

“Uma fusão poderia oferecer escala para competir mais efectivamente”, adianta a nota. No entanto, o banco acrescenta que não vê esta hipótese “iminente”.

No caso da Zon, o “target” do Citigroup, que recomenda “comprar” as acções da empresa, desceu em 20% para os 5 euros. O banco considera que nos segmentos de banda larga e voz, a empresa deverá continuar a reportar um bom crescimento ao longo de 2010. contudo, a concorrência da PT vai permanecer forte.

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