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Citigroup paga 57 milhões à SEC

O Citigroup vai pagar uma coima de 75 milhões de dólares (57,5 milhões de euros) ao regulador norte-americano, depois de ter sido acusado de ter escondido aos investidores o valor total da sua exposição aos créditos imobiliários "subprime".

Ana Catarina Gonçalves 30 de Julho de 2010 às 15:25
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Segundo a Bloomberg, a empresa está a ser acusada de ter revelado dados errados sobre os seus lucros e sobre activos ligados a empréstimos “subprime” pelo regulador de mercados norte-americano, revelou o SEC num processo federal ontem em Wahington.

“Até no fim de 2007, à medida que o mercado imobiliário se deteriorava rapidamente, o Citigroup vangloriou-se das suas habilidades superiores na gestão de risco na redução da sua exposição do ‘subprime’. As regras da divulgação financeira são simples. Se escolher falar, fale completamente e não meias verdades”, afirmou Robert Khuzami, do regulador americano, num comunicado citado pela agência de informação.

Os executivos do Citigroup, por quatro vezes em 2007, afirmaram publicamente que o banco tinha reduzido a sua exposição aos créditos imobiliários “subprime” em 45%, para 13 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros) no fim do segundo trimestre e que esta tinha diminuído durante o terceiro trimestre, o que acontece numa altura que accionistas e investidores ansiavam por informação sobre o mercado que se deteriorava.

O próprio CEO da empresa, Gary Crittenden, confirmou esta informação numa conferência com analistas e investidores a 15 de Outubro de 2007. Só a 4 de Novembro do mesmo ano é que a empresa revelou que tinha cerca de 55 mil milhões de dólares (42,2 mil milhões de euros) de “exposição directa” ao mercado “subprime”.

“Revelações corporativas enganadoras são sempre inaceitáveis, mas são-no ainda mais em tempos de agitação e crise. Em tempos como estes, a informação pode ser mais material para os investidores e tem um potencial mais elevado para ter consequências negativas”, afirmou à Bloomberg Scott W. Friestad, da SEC.

Este acordo alcança-se depois de firmas como a Goldman Sachs e o Bank of America já terem também concordado em pagar avultadas quantias ao regulador de mercados por má conduta e não revelarem informações relevantes para os seus investidores e accionistas.

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