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Clara Ferreira Alves recusa dirigir «Diário de Notícias»

A jornalista Clara Ferreira Alves anunciou hoje ter recusado o convite para dirigir o «Diário de Notícias» por considerar não existirem condições para fazer do DN um diário de «referência, isenção e aceitação pública».

Negócios negocios@negocios.pt 25 de Outubro de 2004 às 17:34

A jornalista Clara Ferreira Alves anunciou hoje ter recusado o convite para dirigir o «Diário de Notícias» por considerar não existirem condições para fazer do DN um diário de «referência, isenção e aceitação pública».

«Recusei o convite, até por não acreditar que a Lusomundo Media e a Global Notícias estivessem dispostas a reunir as condições necessárias para voltar a fazer do Diário de Notícias um diário de referência, isenção e aceitação pública», refere em comunicado, noticiou a agência Lusa.

De acordo com a jornalista, um primeiro convite foi-lhe endereçado no início de Outubro pelo vice-presidente da Lusomundo Media com o pelouro editorial e director-geral de publicações da Global Notícias, Mário Bettencourt Resendes, tendo sido recusado também por «motivos pessoais» que se prendiam «com as funções [de Clara ferreira Alves] na Casa Fernando Pessoa» e «a escrita e publicação» do seu livro.

«Alguns dias depois», acrescentou Clara Ferreira Alves no mesmo comunicado, «Mário Bettencourt Resendes, acompanhado de Luís Delgado», administrador executivo da Lusomundo Media e da Global Notícias, insistiu no convite, mostrando-se os responsáveis dispostos a dar «carta branca» e «total independência de meios e equipas» caso a jornalista aceitasse o convite para a direcção daquele título.

Perante os «boatos» que, desde o início dos contactos, «começaram a circular» e que, segundo Clara Ferreira Alves, reputavam o convite como uma «comissão política e uma encomenda do primeiro- ministro», a jornalista decidiu recusar o novo convite.

«Não quero dirigir o Diário de Notícias», sublinhou, adiantando não terem chegado «a estar reunidas as condições necessárias para dirigir o jornal» e terem deixado de «estar reunidas as condições pessoais para o fazer». «Não sou, nunca fui e nunca serei uma comissária política», reforçou, adiantando que «nunca foi isso que esteve em causa» e que os seus interlocutores «são profissionais que merecem respeito».

«Creio que o Diário de Notícias perde mais do que eu perco com esta decisão», concluiu Clara Ferreira Alves.

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