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Clientes do BPP vão fazer marcha de protesto com passagens pela CMVM, Banco de Portugal e Finanças

Os clientes do BPP definiram o plano de acção para sábado, que inclui uma vigília na sede do banco em Lisboa, seguindo-se uma marcha de protesto até ao Ministério das Finanças, que passará pela CMVM e pelo Banco de Portugal, de acordo com a Lusa. O "Diário Económico" diz que a Privado Holding vai apresentar um plano de salvação do banco ainda este mês.

Negócios com Lusa 11 de Novembro de 2009 às 07:52
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Os clientes do BPP definiram o plano de acção para sábado, que inclui uma vigília na sede do banco em Lisboa, seguindo-se uma marcha de protesto até ao Ministério das Finanças, que passará pela CMVM e pelo Banco de Portugal, de acordo com a Lusa. O “Diário Económico” diz que a Privado Holding vai apresentar um plano de salvação do banco ainda este mês.

A manifestação decorrerá entre as 12:00 e as 20:00 do dia 14 de Novembro, tendo sido convocada pelos vários movimentos de clientes do BPP com a intenção de assinalar os quase 12 meses desde a intervenção das autoridades no banco criado por João Rendeiro.

"Os objectivos são alertar as autoridades para a necessidade de resolver o problema dos clientes de retorno absoluto do BPP, que têm direito a recuperar a totalidade das suas poupanças em igualdade com os credores que foram pagos com os 450 milhões de euros garantidos pelo Estado", revelam os clientes que estão a organizar a acção de protesto na convocatória a que a agência Lusa teve acesso.

Os clientes pretendem também "sensibilizar a opinião pública para a ilegalidade e falta de ética das autoridades ao tratarem os clientes de retorno absoluto do BPP de uma forma diferente da que usaram para com os credores do banco, nomeadamente as Caixas de Crédito, que foram pagos com os 450 milhões de euros garantidos pelo Estado".

Já o “Diário Económico” avança na edição de hoje que a Privado Holding deverá apresentar, até ao final do mês, um plano para salvar o Banco Privado Português. O plano terá sido elaborado em conjunto com a Orey e será apresentado antes de terminar o prazo da última prorrogação ao congelamento das contas do BPP (2 de Dezembro).

Estas notícias surgem depois de ontem Bruxelas ter iniciado uma investigação sobre o prolongamento das garantias do Estado ao banco, sem que a Comissão Europeia tivesse sido notificada. Além de não ter sido apresentado qualquer plano de reestruturação, tal como estava previsto.

O Negócios noticia hoje que a investigação de Bruxelas ao BPP divide Finanças e administração do banco. O Ministério das Finanças remete para a administração do banco a apresentação desse plano. A gestão liderada por Adão da Fonseca defende que já apresentou quatro versões desse plano, todas chumbadas pelo Governo ou reguladores.

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