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Clix rejeita lançar novas ofertas de ADSL e admite suspender actuais

O Clix, fornecedor de acesso à Internet da Sonaecom, rejeita lançar novas ofertas de banda larga (ADSL) para o mercado e admite suspender a sua actividade neste segmento caso não sejam assegurados mecanismos para protecção das margens e rectificação das m

Bárbara Leite 14 de Novembro de 2003 às 19:25
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O Clix, fornecedor de acesso à Internet da Sonaecom, rejeita lançar novas ofertas de banda larga (ADSL) para o mercado e admite suspender a sua actividade neste segmento caso não sejam assegurados mecanismos para protecção das margens e rectificação das margens face à outra oferta que já está no mercado.

O segundo maior fornecedor de acesso à Internet em Portugal esteve com representantes da ONInet e do IOL, da Media Capital numa reunião com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) mostrando a sua preocupação quanto ao possível esmagamento das margens com a nova oferta grossista da PT sobre a proposta de ADSL com velocidade de 256 kbps, inferior às propostas de ADSL que estão hoje no mercado.

Depois de reunidos com os operadores, o regulador mandou suspender a oferta a 29 de Outubro, mas levantou ontem essas restrições.

A PT cobra por grosso 11 euros por mês e 0,84 euros por hora aos novos operadores pelo aluguer dos circuitos para lançarem ofertas de ADSL com velocidade de 256 kbps. Aos clientes, para a mesma oferta, o SAPO lançou hoje um pacote «Light», indo cobrar 26,5 euros por mês (que inclui um pacote de 10 horas de navegação) e 1,5 euros por hora, nos minutos que superarem o tráfego contratado.

O Clix, face a esta decisão, demonstra «alguma apreensão e preocupação», segundo uma nota emitida esta tarde.

Os receios deste operador dizem respeito ao facto da deliberação, no seu entender, «não regular a oferta» e por não garantir que as condições apresentadas pela PT «não se deteriorem no curto prazo», avançou a mesma fonte.

Ou seja, a «PT pode baixar os preços retalhistas a qualquer momento e provocar esmagamento de margens», destacou o Clix.

Nesse sentido, o Clix «não pretende lançar mais nenhuma oferta para o mercado de banda larga e continua a considerar a possibilidade de suspender a sua actividade neste segmento enquanto não forem asseguradas condições concorrenciais, nomeadamente: a rectificação apropriada das margens do produto massificado 512 kbps e os mecanismos que assegurem que também no 256 kbps as margens serão protegidas».

Na mesma nota, o Clix faz menção a outra decisão que o regulador terá que tomar sobre o ADSL, mas para o produto de 512 kbps. «Fez esta quarta-feira, duas semanas após a reunião de representantes dos ISP (fornecedores de acesso à Internet) com a Anacom, da qual resultou um compromisso de acção para o produto 512kbps. Devido a esse compromisso, os operadores aceitaram aguardar antes de tomarem decisão de pôr termo às suas ofertas ADSL. Não existe ainda deliberação. Estamos na expectativa de uma decisão adequada no mais curto prazo», realçou a mesma fonte.

O Clix entende deverá haver um «entendimento comum entre a Anacom e os diversos operadores sobre qual é a margem adequada para operar neste mercado».

A ONI preferiu não comentar a decisão da Anacom.

As acções da Sonaecom encerraram nos 2,12 euros, a cair 0,93%.

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