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CMVM obriga à alteração dos termos do lançamento da OPA à Cires

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que na semana passada nomeou um auditor para determinar a contrapartida da oferta pública de aquisição (OPA) da Shin-Etsu sobre a Cires, obrigou a química japonesa a suprimir um dos pontos a que estava condicionado o lançamento da OPA.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Dezembro de 2008 às 11:44
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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que na semana passada nomeou um auditor para determinar a contrapartida da oferta pública de aquisição (OPA) da Shin-Etsu sobre a Cires, obrigou a química japonesa a suprimir um dos pontos a que estava condicionado o lançamento da OPA.

No anúncio preliminar de OPA, a Shin-Etsu condicionava o lançamento da oferta ao registo prévio junto da CMVM, à obtenção de todas as autorizações administrativas que se revelem necessárias, e também “à execução da transmissão de acções acordada ao abrigo do acordo, pelo qual a INEOS se comprometeu a vender à oferente 3.934.725 acções”.

Esta última alínea foi suprimida pelo regulador, de acordo com o comunicado emitido hoje pela Shin-Etsu, deixando assim de ser um factor condicionador do lançamento da OPA à Cires.

A Shin-Etsu consignava também a decisão de lançamento da OPA à pressuposição de que a Cires não irá incorrer em responsabilidades, danos ou prejuízos cujo valor agregado seja superior a 10 milhões de euros.

“Caso a Shin-Etsu venha a pôr termo ao contrato com fundamento nas referidas alterações significativas das circunstâncias, tal situação reconduz-se ao regime da alteração das circunstâncias, se o facto for superveniente ou supervenientemente conhecido, não ficando, assim, a oferente obrigada ao lançamento da OPA, desde que obtida a autorização da CMVM”.

O anúncio preliminar da OPA da Shin-Etsu sobre a Cires foi feito a 9 de Dezembro, sendo que a química japonesa apresentava uma contrapartida de 1,70 euros por cada acção da Cires. Hoje os títulos da companhia nacional seguem a cotar nos 1,68 euros.

Na semana passada a CMVM decidiu avançar com a nomeação de um auditor independente para a determinar o valor da OPA.

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