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Cofina suspeita de concertação na venda da Sonae na Portucel

A Cofina suspeita que haja concertação de votos na assembleia geral (AG) que vai votar a entrada de um novo parceiro na empresa entre a Sonae e o comprador da sua participada de 4,89% na Portucel, disse ao Negocios.pt fonte oficial da empresa liderada por

Bárbara Leite 02 de Outubro de 2003 às 19:43

A Cofina suspeita que haja concertação de votos na assembleia geral (AG) que vai votar a entrada de um novo parceiro na empresa entre a Sonae e o comprador da sua participada de 4,89% na Portucel, disse ao Negocios.pt fonte oficial da empresa liderada por Paulo Fernandes.

A Sonae anunciou, ontem, que vendeu parte da sua posição na Portucel, ficando com 25% do capital, a entidades cuja identidade ainda é desconhecida. A Cajastur terá comprado 1% do capital e o restante terá sido adquirido uma instituição financeira.

Com esta operação, a empresa liderada por Belmiro de Azevedo apurou uma mais-valia de 7,6 milhões de euros.

«É uma transacção suspeita no que diz respeito à concertação de votos, já que não é credível que o Belmiro de Azevedo tenha vendido, da forma como foi realizada e anunciada a operação, a alguém que não vá votar de acordo com as suas posições», afirmou ao Negocios.pt fonte oficial da Cofina, que é proprietário do Jornal de Negócios e do Negocios.pt.

Dir-se-ia que é uma operação com «o rabo escondido e o gato de fora», rematou a mesma fonte.

Os especialistas de mercado entendem que esta venda Sonae é uma forma de contornar a blindagem de estatutos que lhe confere unicamente votar com 25% na AG, apesar de controlar 29% do capital da papeleira.

A Sonae manifestou intenção de vir a bloquear a entrada do parceiro escolhido no âmbito do processo de privatização. O candidato tido como vencedor é o consórcio Cofina/Lecta.

O Governo, mesmo que o parceiro seja vetada na AG, poderá alienar directamente, um bloco de acções da Portucel até 30% do capital.

As acções da Cofina ficaram inalteradas nos 2,35%. Inalterada também ficou a Portucel nos 1,31 euros e a Sonae ganhou 3,85% para os 0,54 euros.

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