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Colombianos mais perto de selar entendimentos com Portugal

Depois da REN e da TAP, os CTT poderão ser a porta de entrada para o investimento colombiano em Portugal no âmbito das privatizações.

Rosário Lira Antena 1 05 de Novembro de 2011 às 10:00
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O tema esteve presente nos contactos que o secretário de Estado Adjunto e da Economia manteve na Colômbia, país que integra o “road show” que está a ser feito para as privatizações portuguesas.

"Os colombianos estão numa fase de reestruturação dos seus serviços postais e sabem que Portugal tem um know how muito elevado a este nível", portanto, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Economia, será possível conjugar vontades.

Nos contactos que manteve, Almeida Henriques disse à Antena1 que ficou em aberto a possibilidade de haver um aprofundamento e eventualmente uma entrada na privatização dos CTT.

A área das telecomunicações na Colômbia está em expansão e há várias oportunidades que poderão surgir para as empresas portuguesas, até porque as ideias que existem para o sector “são quase um copy paste daquilo que tem sido feito em Portugal” e, por isso, segundo Almeida Henriques, “há um potencial a explorar no domínio das infraestruturas, dos conteúdos e das aplicações”.

Para Almeida Henriques, a aposta que a Colômbia está a fazer nas telecomunicações dá espaço às empresas portuguesas de infraestruturas para se candidatarem a novos projectos e nesta missão à Colômbia estavam três com capacidade de instalação de fibra óptica, há espaço para as empresas na área dos conteúdos e neste âmbito estavam duas empresas do sector presentes e há espaço para o domínio das aplicações.

Gil Castilho, do Grupo Painhas, que integrou a missão de 46 empresários que durante dois dias esteve na Colômbia para contactos intensivos com empresas e explicações sobre o funcionamento do mercado, confirmou o interesse do Grupo na construção das infraestruturas de fibra óptica e na construção de linhas de transporte e de distribuição de energia. O grupo aguardar pelo resultado das concessões que estão a ser feitas para tomar uma posição.

Com o sector das telecomunicações em mudança, abre-se também aqui uma porta para a Portugal Telecom dar o salto para a Colômbia. A PT é uma empresa considerada e conhecida do Governo colombiano e que poderá constituir-se como parceiro nos projectos que vão ser concessionados na área das acessibilidades.

Aliás, a pensar no mar de possibilidades que se abre, o secretário de Estado Adjunto e da Economia convidou o ministro das Telecomunicações colombiano a visitar Portugal no curto prazo.

Já no campo das novas tecnologias pode também surgir a possibilidade do Magalhães dar o salto para a Colômbia. Esta convicção assenta no facto de, segundo o secretário de Estado, Almeida Henriques, o Governo colombiano pretender que um milhão de jovens passem a ter acesso ao computador e à internet.

Para além das telecomunicações, a Colômbia está a fazer uma aposta forte no Turismo e nas obras publicas, sobretudo na construção de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, portos e um aeroporto, onde as empresas portuguesas tem conhecimentos que permitem constituir-se como parceiros, “mesmo que não seja com o sistema de engenharia financeira que está na base pelo menos como prestadores de serviços futuros”.

Neste âmbito, causou particular interesse junto dos responsáveis do Governo os projectos de sinalética da Habidom, que já tem trabalhado com a Teixeira Duarte ou com a Mota Engil, esta última também instalada na Colômbia.

Na sequencia desta missão empresarial, seis empresas passaram a ter ou vão ter escritório em Bogotá, (Mota Engil, Jerónimo Martins, Edifer, EDP, CME, Saraiva e Associados) constituindo-se assim como um player para as empresas nacionais que queiram vir atrás. É o caso, por exemplo, da Jerónimo Martins que se assim entender poderá continuar a ter consigo as empresas com quem já trabalha em Portugal e na Polónia. É o caso da Mafirol, também presente nesta missão e que habitualmente trabalha com a cadeia de supermercados no fornecimento de equipamentos para refrigeração e mobiliário e que teria interesse em continuar essa ligação.

Os contactos iniciados pelos empresários dos dois países, levam os governos de Portugal e da Colômbia a considerarem que será possível multiplicar por cem o volume de envolvimento que existe hoje em dia.

O secretario de Estado Adjunto e da Economia explicou que a continuidade do trabalho para intensificar as exportações, passa agora por consolidar o que já foi feito nos PALOP, no Brasil na Venezuela e na Colômbia e abrir novas possibilidades no México e Chile.

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