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Comandante Ricciardi apoia sucessão no GES

Comandante António Ricciardi apoia o processo de sucessão de Ricardo Salgado do GES. Diz não ter apoiado José Maria Ricciardi no conselho superior do grupo “para evitar a ruptura institucional imediata”.

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O conselho superior do Grupo Espírito Santo reuniu-se na quinta-feira, 7 de Novembro, tendo sido aprovada uma moção de confiança a Ricardo Salgado, a solicitada pelo próprio. José Maria Ricciardi não votou a favor da moção para o actual presidente executivo “continuar a liderar os interesses do Grupo”. Ricciardi assume assim publicamente que retirou a sua confiança no líder do GES, o seu primo Ricardo Salgado, “por razões que se dispensa de revelar”.

 

O Comandante António Ricciardi, líder de um dos cinco ramos da família Espírito Santo e pai de José Maria Ricciardi, emitiu, esta segunda-feira, 11 de Novembro, um comunicado onde diz apoiar o seu filho.

 

“Eu, Comandante António Ricciardi, accionista do Grupo Espírito Santo e presidente do Conselho Superior, venho esclarecer que só não apoiei o voto do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi na moção de confiança pedida por Ricardo Salgado para evitar a ruptura institucional imediata”, explica o responsável no comunicado emitido.

 

“Mas subscrevo sem quaisquer reservas a posição assumida pelo Conselho, incluindo a do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi sobre a ‘governance’ e sucessão na liderança do Grupo Espírito Santo”, adianta a mesma fonte.

 

A notícia de “guerra” de poder no GES foi avançada pelo Negócios na sexta-feira, depois de ter decorrido o conselho superior do grupo onde os responsáveis apoiaram Ricardo Salgado. Contudo, o clima de oposição ficou.

 

O Negócios revelou na sexta-feira, 8 de Novembro, que as razões que levaram Ricciardi a tomar a iniciativa de precipitar a sucessão de Ricardo Salgado são os casos de envolvimento do Grupo e do seu presidente executivo em“guerras” com Angola e Pedro Queiroz Pereira, o endividamento das “holdings” familiares, os casos de justiça e os casos reputacionais relacionados com recebimento de comissões e correcções de declarações de rendimentos de Salgado.

 

O órgão de topo da família Espírito Santo é o Conselho Superior, composto por nove representantes dos cinco ramos do clã. Como o Negócios revelou, este órgão reuniu-se na quinta-feira em ambiente de alta tensão, acabando com a aprovação de duas moções, uma de confiança em Salgado, outra de censura a actos de falta de “lealdade institucional”. Na origem de tudo isto está uma iniciativa de antecipação da sucessão de Salgado. Como foi também revelado, apesar da derrota de Ricciardi nesta reunião, o órgão abriu também o “dossier” para a sucessão de Salgado.

 

(Notícia actualizada às 10h43 com mais informação)

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