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Combustíveis sobem menos em Portugal que nos mercados mundiais (act.)

Os preços médios de venda ao público dos combustíveis líquidos em Portugal registaram aumentos inferiores às cotações internacionais dos produtos derivados. A gasolina sem chumbo 95 avançou 12,5% e o gasóleo subiu 24,2% entre Janeiro e Novembro deste ano,

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 14:37
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Os preços médios de venda ao público dos combustíveis líquidos em Portugal registaram aumentos inferiores às cotações internacionais dos produtos derivados. A gasolina sem chumbo 95 avançou 12,5% e o gasóleo subiu 24,2% entre Janeiro e Novembro deste ano, segundo um relatório hoje divulgado pela Autoridade para a Concorrência.

Desde Janeiro até ao final de Novembro a gasolina sem chumbo 95 aumentou 12,5%, o que excluindo os impostos representa uma valorização de 29,2%. No gasóleo o avanço foi de 24,2%, excluindo os impostos o aumento foi de 46,7%, no período em análise.

Os preços líquidos nacionais registaram aumentos inferiores às cotações internacionais dos produtos derivados. A cotação internacional avançou 44,1% para a gasolina enquanto para o gasóleo a subida foi de 60,5%.

O relatório justifica, em parte, o aumento pela valorização da matéria-prima, «uma vez que, no mesmo período, a cotação internacional do crude de referência para o mercado nacional, o ‘Brent’, registou um acréscimo de 37%», de acordo com a mesma fonte.

Petrolíferas poderão ter aumentado as margens

O gasóleo verificou, pela primeira vez em 2004, durante Novembro, um aumento do preço líquido, de 46,7%, face ao início do ano, superior ao acréscimo registado no «Brent», que foi de 37%.

«Esta evolução no gasóleo parece indiciar que em Novembro as empresas petrolíferas terão aumentado as margens», segundo o relatório, que salienta que este aumento pode também reflectir um desfasamento temporal relacionado com subidas das cotações internacionais do «brent» em Outubro e em Setembro superiores aos aumentos registados nos preços líquidos praticados em Portugal.

Segundo a mesma fonte é de «esperar continuadas reduções nos preços nacionais, mesmo que os preços internacionais venham a estabilizar».

«À semelhança de ciclos anteriores verifica-se um desfasamento de 3 a 4 semanas na descida dos preços nacionais em relação aos internacionais, pelo que as petrolíferas têm estado a aumentar as margens desde meados de Novembro», segundo a Autoridade para a Concorrência.

Em Novembro, «o diferencial para o preço mais baixo da U.E. agrava-se, pelo que se Portugal evidenciasse o preço mais baixo da UE, tomando a fiscalidade nacional como factor exógeno, o preço final da gasolina sem chumbo 95 desceria 19,0 cêntimos por litro e o preço do gasóleo rodoviário 11,6 cêntimos por litro», avança o mesmo relatório que acrescenta que «em média, durante 2004, esta redução seria de 14,1 cêntimos por litro para a gasolina sem chumbo e de 8,9 cêntimos por litro para o gasóleo.»

Em relação aos impostos, no final de Novembro face ao início do ano, o preço líquido dos impostos da gasolina sem chumbo subiu menos 0,2% em Portugal do que a média da UE, a contrariar a subida de 7,8% acima do preço médio registado no gasóleo.

Desde o início do ano até final de Novembro, em termos de variação, os aumentos dos preços líquidos de impostos em Portugal fizeram com que o país ficasse em quinto lugar no «ranking» dos maiores aumentos em relação à gasolina e na primeira posição em relação ao gasóleo.

«Estas posições apresentam já algum contraste com final de Outubro, em que Portugal se apresentava em 10º no ranking Estados-Membros com maiores aumentos relativamente à gasolina sem chumbo 95 e o 9º Estado-Membro relativamente ao gasóleo», de acordo com a mesma fonte.

Com o regime de preços livres verificou-se, a partir da terceira semana de Novembro, que os preços praticados são mais baixos do que «os que seriam praticados no regime de preços administrativos.»

«Manteve-se a tendência de preços mais baixos, em ambos os produtos, nos postos instalados nos hipermercados. Os postos instalados nos hipermercados mantiveram preços com impostos, em média, 4,2 cêntimos por litro, e 5,8 cêntimos por litro inferiores aos praticados pelos postos de marca, respectivamente, na gasolina sem chumbo 95 e no gasóleo.»

Quanto a diferenças de preços por regiões, o relatório adianta que os preços praticados são semelhantes, «não ultrapassando, em média, os 0,6 cêntimos por litro no gasóleo e os 0,3 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo 95.»

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