Banca & Finanças Comissão Europeia flexibiliza crédito bancário a famílias e empresas para apoiar retoma

Comissão Europeia flexibiliza crédito bancário a famílias e empresas para apoiar retoma

O órgão executivo da UE adotou um pacote de medidas com o objetivo de facilitar a concessão de créditos pelos bancos europeus a famílias e empresas. Medidas visam flexibilizar as regras e reforçar a capacidade dos bancos para concederem liquidez à economia em resposta aos efeitos económicos da pandemia.
Comissão Europeia flexibiliza crédito bancário a famílias e empresas para apoiar retoma
David Santiago 28 de abril de 2020 às 14:27
A Comissão Europeia aprovou um conjunto de medidas que visam flexibilizar a capacidade dos bancos para concederem crédito a famílias e empresas e, assim, contribuírem para a recuperação económica na Europa. 

Em conferência de imprensa realizada ao final desta manhã, o vice-presidente executivo da Comissão, Valdis Dombrovskis, afirmou que o objetivo passa por "apoiar tanto quanto possível famílias e empresas a lidarem com a quebra económica causada pelo coronavírus".

"Estamos a usar a flexibilidade das regras bancárias da União Europeia propondo alterações legislativas específicas para possibilitar que os bancos mantenham as torneiras da liquidez a funcionar", prosseguiu o dirigente europeu. Dombrovskis defendeu ainda que depois de na última crise se ter dado especial enfoque ao apoio aos bancos, agora cabe também à banca apoiar famílias e empresas, em especial as PME.
Em causa está um pacote de medidas temporárias destinado a maximizar a capacidade das instituições financeiras para concederem crédito e absorverem perdas decorrentes da pandemia. Por outro lado, esta flexibilização é feita de modo a que a resiliência e solidez dos bancos não sejam atingidas, assegura o órgão executivo comunitário.

Em nota publicada no site da Comissão, a instituição faz referência a um pacote de "soluções rápidas". Uma dessas soluções consiste na adaptação do calendário relativo à aplicação de normas contabilísticas internacionais sobre o capital das instituições de crédito, em concreto no adiamento da data para a aplicação da nova regra do rácio de alavancagem.

Ou seja, a Comissão vai permitir que os bancos excluam, até um ano, as reservas detidas nos respetivos bancos centrais para efeitos de cálculo do rácio de alavancagem. Isto permite criar espaço nos balanços dos bancos e reforçar a sua capacidade para concederem liquidez. Serão ainda exploradas formas de suspensão de alguns critérios de exposição do cálculo daquele rácio de alavancagem.

Today we adopted a banking package to help ensure banks can continue lending money to households and businesses across the EU.

The aim is to support the economy and help mitigate the economic impacts of the #coronavirus.

Follow the thread for more:

— European Commission (@EU_Commission) April 28, 2020>

A Comissão pretende também antecipar a entrada em vigor de várias medidas anteriormente aprovadas para incentivar os bancos a concederem crédito a trabalhadores, PME ou para o financiamento da construção de infraestruturas.

Será apresentada ainda uma nova regra que permitirá, durante um ano, que os bancos não deduzam o valor investido em software das reservas de capital. Por fim, pretende-se assegurar um tratamento mais favorável às garantias públicas concedidas durante a crise sanitária.



Marketing Automation certified by E-GOI