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Comissão de Trabalhadores da PT fica «do lado da defesa dos empregos»

O Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom, Francisco Gonçalves diz que o organismo vai «ficar do lado da defesa dos empregos que o Belmiro vai destruir», referindo-se à OPA lançada pela Sonae sobre a maior operadora nacional. Paulo Az

Negócios negocios@negocios.pt 01 de Março de 2006 às 11:09
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O Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom, Francisco Gonçalves diz que o organismo vai «ficar do lado da defesa dos empregos que o Belmiro vai destruir», referindo-se à OPA lançada pela Sonae sobre a maior operadora nacional. Paulo Azevedo, em declarações ao Jornal de Negócios, admite a necessidade de fazer cortes de pessoal.

O representante da CT tem-se desdobrado em leituras e reuniões para poder estar à altura dos tempos. Mesmo sem ter todos os dados sobre a mesa, a Comissão já tem, contudo, a sua opinião formada. A OPA lançada pela Sonae é destrutiva, não vai acrescentar valor e, pior, pode ser apenas o início de uma viagem imprevisível, se o accionista Estado abrir mão da blindagem dos estatutos da empresa.

Hipótese que Gonçalves classifica de uma verdadeira «caixa de Pandora», que, como reza o mito grego, ao ser aberta deixa sair todos os males do mundo. No caso da PT, segundo o porta-voz da CT, isto significaria a possibilidade de grandes operadores mundiais como a Telefónica ou a Deutsche Telecom ou, ainda, grandes fundos de pensões norte-americanos assumirem o controlo da empresa nacional.

Há ainda o temor de que candidatos nacionais – «piores que o Belmiro» – possam ter acesso ao capital da empresa. Piores porque, segundo a CT, mais dependentes ainda de endividamento para a conclusão da operação e, por isso mesmo, mais tentados a «retalhá-la» para viabilizar a operação.

Paulo Azevedo admite fazer cortes de pessoal

Em declarações ao Jornal de Negócios, o presidente da oferente Sonaecom admite a redução de efectivos da Portugal Telecom é inevitável.

Paulo Azevedo reconhece que «este é um problema difícil, que existe, que tem sido gerido com grande custo para a empresa e que não vai desaparecer de um dia para o outro».

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