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Companhias aéreas europeias pedem apoio a Governos para enfrentar impacto da guerra

A Association of European Airlines, uma associação de companhias aéreas europeias onde a TAP está incluída, emitiu hoje um comunicado onde apela a apoio financeiro aos vários Governos europeus e à UE, devido às consequências da guerra na sua actividade.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Março de 2003 às 16:48
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A Association of European Airlines, uma associação de companhias aéreas europeias onde a TAP está incluída, emitiu hoje um comunicado onde apela a apoio financeiro aos vários Governos europeus e à União Europeia, devido às consequências da guerra na sua actividade.

A AEA, que inclui cerca de 30 empresas do sector na Europa, afirma que a perspectiva de uma guerra longa no Iraque obriga «as companhias aéreas a activar planos para enfrentar o que inevitavelmente afectará o seu negócio. Uma consequência óbvia é a suspensão de voos com destino à região do Golfo».

O comunicado cita as ajudas que o Governo dos Estados Unidos já anunciou que irá facultar às companhias aéreas daquele país.

«Se os nossos rivais no mercado global estão usar oportunidades para receber suporte do Governo (...) e depois ganham competitividade face às companhias europeias, vamos resistir ao mais alto nível político», afirma no mesmo comunicado o secretário geral da AEA.

«Na Europa não esperamos, e não estamos a pedir, ajuda indiferenciada», afirma a mesma fonte, assegurando, no entanto, que a AEA «vai procurar das autoridades nacionais e europeias que as novas medidas de segurança impostas sejam financiadas com fundos públicos».

A AEA afirmas ainda que as companhias aéreas europeias querem compromissos políticos para suspender as leis da União Europeia que actualmente penaliza os esforços das empresas para reduzir capacidade em todos os mercados afectados pela guerra.

«Os passageiros em todo o mundo modificaram os seus planos de viagens, em resultado directo do conflito», refere a AEA, lembrando que as empresas são penalizadas se suspenderem as suas rotas para vários destinos.

Em declarações à Reuters fonte da TAP afirma que não prevê, para já, alterar a sua oferta na sequência do início da guerra no Iraque, mas continua a acompanhar de perto a evolução do mercado, estando preparada para introduzir mudanças assim que achar necessário.

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