Empresas Compra da Cabovisão pela Altice não deve alterar panorama das telecomunicações em Portugal

Compra da Cabovisão pela Altice não deve alterar panorama das telecomunicações em Portugal

Casa de investimento do BES não vê nenhuma alteração significativa no mercado, dada a posição dominante da PT e da Zon. O facto de não se conhecerem os objectivos da Altice em Portugal dificulta avaliação do impacto da operação.
Diogo Cavaleiro 01 de março de 2012 às 11:23
O negócio através do qual a Cabovisão passa da canadiana Cogeco Cable para a francesa Altice não deverá provocar nenhuma grande alteração no panorama das telecomunicações em Portugal, de acordo com o BES Investimento.

“Acreditamos que é difícil assistir a qualquer alteração estrutural no mercado considerando as fortes posições da PT e da Zon como os operadores dominantes no triple play”, escreve o analista Nuno Miguel Matias, na nota de “research” diária do BESI. A Cabovisão tinha uma quota de mercado de 8,6% no final de 2011 nas subscrições de serviço televisivo.

Ainda assim, o especialista considera é difícil avaliar o impacto da operação no mercado português, já que não se conhecem quais os objectivos que o grupo Altice tem para as operações em território nacional.

Ontem, foi anunciado que a Cogeco Cable, antiga proprietária da Cabovisão, vendeu a empresa portuguesa ao grupo francês Altice por 45 milhões de euros.

“A Cabovisão está sob pressões competitivas consideráveis por parte da Zon Multimédia e a Portugal Telecom e o seu desempenho operacional deteriorou-se significativamente nos últimos trimestres”, considera Nuno Miguel Matias.

Outra casa de investimento, o Santander, comentava, em Novembro passado, que a Zon seria a compradora "natural" da subsidiária portuguesa da Cogeco num exercício de consolidação no sector, o que não se veio, então, a verificar. Uma operação de alienação da Cabovisão era um tema recorrente há já vários meses.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.





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