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Concertação obriga Semapa a OPA sobre a Portucel

A Semapa, liderada por Pedro Queiroz Pereira, terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Portucel. A ausência de comunicação ao mercado deste facto justifica a suspensão, hoje, da negociação dos títulos da Semapa

Sílvia de Oliveira 05 de Julho de 2004 às 13:11
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A Semapa, liderada por Pedro Queiroz Pereira, terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Portucel. A ausência de comunicação ao mercado deste facto justifica a suspensão, hoje, da negociação dos títulos da Semapa e da Portucel na Euronex Lisbon.

Ao que o Jornal de Negócios Online (www.negocios.pt) apurou, terá ficado provada a concertação entre a Semapa e os bancos, a CGD e o BES, que apoiaram o grupo na privatização da Portucel.

Ou seja, à Semapa seriam imputáveis, não só os 30% da papeleira comprados na privatização, mas também as acções com que a CGD e o BES ficarão após o exercício da opção de compra da participação de Belmiro de Azevedo na Portucel. No total, cerca de 63%.

Desde 1 de Julho que os dois bancos podem, caso o entendam, exercer a opção de compra dos 25% da Sonae, bem como dos mais cerca de 8% detidos por empresas próximas ao grupo nortenho.

Desta forma, à Semapa não restaria outra alternativa senão o lançamento de uma OPA.

Na sequência da notificação prévia à Autoridade da Concorrência, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) exigiu à Semapa a entrega da documentação sobre a Portucel.

Mais tarde, concluiu que, naquele momento, não existiam provas que confirmassem os seus indícios, de concertação entre os bancos e o grupo de Queiroz Pereira.

Fontes admitem que, entretanto, tenham surgido novos elementos que permitam à entidade de supervisão concluir pela existência de concertação.

Contactados pelo Jornal de Negócios Online, a Semapa e a CMVM mantiveram-se indisponíveis.

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