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Confiança dos consumidores regista forte tombo com queda para mínimos de quase dois anos

O pessimismo dos agentes económicos em Portugal continua a acentuar-se, com a confiança dos consumidores a deslizar para um mínimo de Setembro de 2003 e o indicador de clima, que mede a confiança dos empresários, a baixar pelo quarto mês seguido, fixando

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Agosto de 2005 às 15:00

Nos outros agentes económicos o mês de Julho também foi marcado pelo agravamento do pessimismo. O indicador de clima, que agrupo a informação relativa aos empresários da indústria transformadora, construção, comércio e serviços, desceu pelo quarto mês seguido, atingindo valores que já não se verificavam desde Fevereiro de 2004.

Segundo o INE os níveis de confiança apenas não se agravaram no sector da construção e obras públicas.

Na indústria transformadora, o indicador de confiança reforçou o movimento de agravamento do mês anterior, situando-se em níveis que já não se registavam desde Janeiro de 2004. O índice recuou de 10,2 para 13 pontos negativos.

«A evolução deste mês é determinada pela forte redução das expectativas ao nível da produção prevista, facto que também tinha sido fundamental para o andamento de Junho», refere o INE, acrescentando que «nenhumas das restantes variáveis que entram para este indicador apresentaram melhorias no corrente mês».

Na construção e obras públicas estabilizou em Julho nos 40 pontos negativos, continuando contudo a situar-se num nível inferior à média da série.

Segundo o INE, este comportamento deriva da evolução contrária das duas componentes, pois «enquanto se registou uma recuperação nas perspectivas de emprego, na carteira de encomendas os empresários do sector revelaram uma opinião mais desfavorável».

No comércio, o indicador de confiança deteriorou-se pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o valor mais baixo dos últimos dois anos.

«O forte agravamento de Julho deveu-se principalmente à menor confiança revelada pelo subsector do comércio a retalho», diz o INE, explicando que «o comportamento observado em Julho resultou da deterioração de todas as componentes do indicador em ambos os subsectores, no entanto, é de destacar o forte contributo das perspectivas quanto à actividade».

As expectativas de evolução da actividade agravaram-se intensamente nos dois últimos meses, atingindo níveis próximos do mínimo da série, que ocorreu em Janeiro de 2003.

Nos serviços, o indicador de confiança também piorou em Julho, retomando a tendência descendente iniciada em Junho de 2004 e que tinha sido interrompida no mês passado. O índice baixou de 2 para 4,4 pontos negativos.

«Este agravamento resultou do contributo das perspectivas de procura e das avaliações da actividade recente», refere o INE.

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