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Conseguirá a Apple superar o Android com nova estratégia?

A Apple sempre quis ser uma fabricante exclusiva que não seguia o mercado. O iPhone marcou pela sua inovação, a um preço topo de gama. Com os novos aparelhos, iPhone 5C e 5S, a marca dá um sinal que quer atingir todos os públicos e poder assim chegar à liderança do Android. Mas conseguirá?

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 10 de Setembro de 2013 às 21:05
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Depois de muitos rumores, a Apple apresentou os seus novos dispositivos, confirmando tudo o que se vinha adizer nos blogues e sites de tecnologia.


Após ter terminado o evento em Cupertino, na Califórnia, durante a tarde de terça-feira, foram inúmeros os comentários, a favor e contra a estratégia da empresa.

 

O novo processador da Apple, A7, foi uma das grandes apostas da marca, tornando o novo iPhone 5S mais rápido. Contudo, esta característica vai colocar em risco a autonomia da bateria deste novo “smartphone”.

 

“Com a arquitectura de 64 bits, a Apple trouxe algo de novo para a festa e poderá ajudar a cimentar a sua posição no mercado dos jogos”, disse Tony Cripps, analista da Ovum, em comunicado. Contudo, o facto de manter o ecrã do mesmo tamanho poderá ser uma desvantagens em relação à concorrência, nomeadamente aos dispositivos da Samsung.

 

Ainda neste topo de gama, o sensor de impressões digitais foi o investimento, garantindo a segurança do dispositivo, ficando por responder se este “smartphone” permitiria ou não bloquear na mesma o sistema com a funcionalidade “swipe” (deslizar com o dedo).

 

A versão caracterizada como“low cost” não é de plástico como vários blogues afiançavam, o que é uma nota positiva. Mas o preço ficou aquém da expectativa, uma vez que esperavam que este fosse realmente mais barato.

 

O mesmo analista referiu que “se pensavam que a Apple iria arrasar o mercado com o iPhone 5C, desenganem-se”. Ao contrário do que se esperava, não anunciou qualquer parceria com o gigante China Mobile que lhe permitisse acelerar o crescimento.

 

A Nokia, que recentemente foi adquirida pela Microsoft e que tem estado muito atrás nesta guerra dos “smartphones”, avançou com uma acção de marketing em tempo real, no Facebook e Twitter, dizendo: “Obrigada, Apple. A imitação é a melhor forma de elogio”. Isto porque o novo iPhone 5C é um dispositivo colorido à semelhança dos Lumia lançados pela fabricante finlandesa.

 

Em menos de uma hora já havia mais de 11 mil “retweets”, (reencaminhamento do Twitter). No entanto, se muitos se colocaram ao lado da Nokia, outros diziam que os “smartphones” coloridos estão presentes em várias marcas.

 

Quanto ao 5S, o topo de gama da Apple, a Nokia espalhou pelas redes sociais: “verdadeiros gangsters não usam telefones de ouro”, uma vez que o novo dispositivo tem uma versão dourada.

 

A Exame Brasil refere que o iPhone 5 e o iPhone 4 estão a ser descontinuados e o iPhone 4S continua à venda apenas na versão com 8 GB, passando a ser o modelo mais barato.

 

A IDC, empresa de estudos de mercado norte-americana, estima que as vendas de “smartphones” vão crescer 7,3% este ano, atingindo os mil milhões de unidades. A previsão de crescimento das vendas de “smartphones”, que apontava para 5,8%, foi assim revista em alta para os 7,3%, percentagem que compara com o aumento de 1,2% que se registou em 2012.

 

A IDC perspectiva que a corrida pela liderança no mercado dos “smartphones” continue a cingir-se ao Android da Google e ao iOS da Apple, sendo que o Windows Phone poderá obter uma quota de mercado de cerca de 10% em 2017, cerca de três vezes mais do que a percentagem que regista este ano. Quanto à Blackberry, é esperado que a sua quota diminua para 1,7%, em 2017.

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