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Consolidação da Opel vai depender de "critérios puramente económicos"

A Alemanha vai dar detalhes sobre o seu plano de ajuda à Opel, através de garantias concedidas ao fabricante no valor de três mil milhões de euros, aos reguladores da União Europeia nas próximas duas semanas e espera a sua aprovação até ao fim de Novembro.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 13:52
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A Alemanha vai dar detalhes sobre o seu plano de ajuda à Opel, através de garantias concedidas ao fabricante no valor de três mil milhões de euros, aos reguladores da União Europeia nas próximas duas semanas e espera a sua aprovação até ao fim de Novembro.

O ministro-adjunto da economia alemã, Peter Hintze, disse hoje à imprensa internacional que as garantias de crédito concedidas à Opel, não vão distorcer a concorrência. A reorganização da Opel pode levar à perda de 10.900 empregos, cerca de um quinto da força de trabalho.

“Todos os esforços empreendidos para a Opel, vão beneficiar a Europa como um todo”, disse, hoje, Hintze a alguns repórteres, antes de uma reunião sobre política industrial, em Bruxelas.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), adoptou um postura rígida para com as ajudas aos construtores automóveis durante a crise económica, forçando a que o plano francês, de seis mil milhões euros, não contivesse cláusulas relativas ao encerramento de fábricas.

Peter Mandelson, o Secretário da Economia do Reino Unido, questionou a viabilidade do plano para a Magna. Numa carta enviada à comissária para a concorrência da UE, dizia que a reorganização da Opel iria penalizar fábricas eficientes do Reino Unido, diz a Bloomberg, que cita o Departamento de Economia do Reino Unido.

Na semana passada o Ministro da Indústria espanhola, também Miguel Sebastian criticou o plano alemão e apelou à Comissão para que esta esteja “vigilante”.

Hintze defendeu o plano, dizendo que a consolidação da empresa se vai basear em “critérios puramente económicos”. O porta-voz da Comissão Europeia, Jonathan Todd disse que o regulador europeu está “interessado” em ver o plano.

“Vamos assegurar que o plano cumpre escrupulosamente as regras internas do mercado e de concorrência”, disse o porta-voz da UE, numa declaração a que a Bloomberg teve acesso. A comissão controla se os subsídios interferem com questões de concorrência e pode vetar ou impor alterações aos planos de resgate implementados pelos governos.

A comissão europeia já avisou a Alemanha e outros estados que consideram ajudar o fabricante, que “não aceitará” planos que obriguem a Opel a manter certas fábricas abertas. A Opel terá de ser livre para rever os seus planos de reestruturação “se necessário”, disse a comissão.

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