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Constâncio afasta pressão sobre a Irlanda para pedir ajuda

Vice-governador do Banco Central Europeu nega que a Irlanda esteja a ser alvo de pressões para activar o pedido de ajuda da União Europeia e FMI.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 14:52
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“Não estamos a pressionar ninguém”, disse hoje Vítor Constâncio aos jornalistas em Frankfurt. “Cabe à Irlanda decidir”, afirmou o vice-governador do BCE, citado pela Bloomberg, acrescentando que “o que está a ser considerado é conceder um empréstimo”

Uma declaração no mesmo sentido foi hoje efectuada pelo presidente da Comissão Europeia. Segundo Durão Barroso, a União Europeia “não está a pressionar a Irlanda para aceitar ajudar financeira”.

Apesar de afirmar que não está a pressionar a Irlanda a aceitar ajuda, Vítor Constâncio efectuou nos últimos dias declarações que denotavam uma pressão sobre a Irlanda. O vice-governador da autoridade monetária europeia afirmou ontem que se a Irlanda activasse o pedido de ajuda, os mercados iriam “acalmar”.

A Irlanda acabou ontem à noite por aceitar iniciar negociações "rápidas e concisas" com a comunidade internacional com vista a "preparar um potencial programa de apoio" à banca irlandesa, de modo a garantir que as verbas necessárias estarão rapidamente à disposição "caso se revelem necessárias".

Se a Irlanda pedir formalmente ajuda, a Europa estará então em condições de socorrer a banca do país "num prazo de cinco a oito dias úteis" e será capaz de disponibilizar "montantes significativos" através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Segundo a Imprensa internacional, em causa estará uma ajuda de 80-100 mil milhões de euros. As sucessivas injecções de capitais públicos na banca irlandesa farão disparar o défice orçamental irlandês para 32% do PIB.


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