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Construção caiu 5,7% em 2006 e deverá recuar 2,6% em 2007

A actividade da construção registou uma quebra de 5,7% no ano passado, fazendo ultrapassar os 20% de contracção na produção do sector nos últimos cinco anos, e não será este o ano de saída da crise.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 28 de Fevereiro de 2007 às 13:28
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A actividade da construção registou uma quebra de 5,7% no ano passado, fazendo ultrapassar os 20% de contracção na produção do sector nos últimos cinco anos, e não será este o ano de saída da crise.

"Infelizmente, as perspectivas para a evolução da actividade da construção mantêm-se sombrias para o ano de 2007, para o qual se prevê uma queda global de 2,6%", revelou, esta manhã, o presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), Reis Campos.

Numa conferência de imprensa conjunta da cúpula do associativismo da construção, reunindo dirigentes da AICCOPN, AECOPS, ANEOP e AICE, a FEPICOP quis mostrar que o sector "fala a uma só voz", tendo apresentado "pela primeira vez uma visão comum" sobre a evolução da actividade e perspectivas para este ano.

Bastante críticos em relação à actuação do Governo em relação ao sector da construção, os patrões da construção consideram que, "ao contrário do que se anuncia, Portugal tem um défice de investimento que necessita de ser invertido". E defendem que "cabe ao Estado" garantir, "por um lado, construir um ambiente de credibilidade e estabilidade, através de um adequado planeamento estratégico, acompanhado de um quadro legal estável e atractivo", e, "por outro lado, deve o Estado assumir o papel que se exige num país que precisa de crescer mais que os outros, efectuando os investimentos necessários para o desenvolvimento económico".

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