Energia Consumidores contribuíram com 88 milhões da factura da luz para apoiar indústria

Consumidores contribuíram com 88 milhões da factura da luz para apoiar indústria

O Público adianta esta sexta feira o valor estimado pela ERSE para assegurar a interruptibilidade do serviço de electricidade, que é suportado pelos consumidores na sua conta da luz e que vai para grandes indústrias que, por sua vez, se comprometem a consumir menos.
Consumidores contribuíram com 88 milhões da factura da luz para apoiar indústria
Andrey Rudakov/Bloomberg
Negócios 16 de fevereiro de 2018 às 09:08

Pelas contas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os portugueses vão suportar este ano um valor de 88,4 milhões de euros pelo chamado serviço de "interruptibilidade", escreve o Público na sua edição desta sexta-feira, 16 de Fevereiro.

 

Este serviço garante um desconto na factura eléctrica a empresas industriais que constam na lista dos grandes consumidores que se disponibilizaram para reduzir os seus próprios consumos em casos de emergência ou de eventuais desequilíbrios  entre a procura e a oferta que possam vir a provocar um apagão.

 

Também segundo o jornal, dos 88,4 milhões estimados pela ERSE para 2018, 20 milhões irão para a Siderurgia Nacional que, sozinha, é responsável por 2,5% do consumo de electricidade. Actualmente são cerca de 50 as empresas que recebem.

 

No ano passado o custo da interuptibilidade para os portugueses tinha sido de mais cerca de 24 milhões de euros. O governo prometeu introduzir concursos para reduzir este custo para os consumidores, mas tal ainda não aconteceu.




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comentários mais recentes
Anónimo 16.02.2018

Constantes subsídios de ajuda ao investimento privado em bens de capital, inusitadas rendas energéticas excessivas, isenções e deduções fiscais à medida, para além de tarifas aduaneiras proteccionistas, são gravíssimas distorções de mercado e acarretam enormes custos de oportunidade sejam em que sector de actividade económica forem. O Estado quando quer fomento e participação num projecto empresarial considerado estratégico, viável, com potencial na economia e regido pelos mais elevados padrões da boa gestão lean com vista à obtenção de retorno sobre o investimento, deve, quando muito, adquirir participação accionista através de um Fundo de Riqueza Soberano e/ou conceder um crédito através de um banco de fomento ou investimento estatal. "Bruxelas autoriza subsídio de 100 milhões de euros à Portucel" https://www.publico.pt/economia/jornal/bruxelas-autoriza-subsidio-de--100-milhoes-de-euros-a-portucel-209644

Anónimo 16.02.2018

Além de todos os impostos oficiais ainda nos obrigam a pagar o bem-estar de quem não sabe ou quer produzir e competir no mercado global.

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