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Consumo de electricidade em Portugal sobe 7,7% no primeiro trimestre

O consumo de electricidade nos primeiros três meses de 2005 aumentou 7,7%, segundo dados da Rede Eléctrica Nacional. Em Março, o consumo totalizou 4.152 GWh, num período em que a produção hidroeléctrica sofreu uma queda acentuada, um facto que segundo ana

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 08 de Abril de 2005 às 12:15

O consumo de electricidade nos primeiros três meses de 2005 aumentou 7,7%, segundo dados da Rede Eléctrica Nacional. Em Março, o consumo totalizou 4.152 GWh, num período em que a produção hidroeléctrica sofreu uma queda acentuada, um facto que segundo analistas, poderá ter um efeito adverso de 30 a 40 milhões de euros na dívida da EDP.

Os dados divulgados hoje pela Rede Eléctrica Nacional (REN) apontam para um consumo total de electricidade em Portugal, no primeiro trimestre de 2005, de 12.704 gigawatts por hora (GWh), mais 7,7% face ao registado no período homólogo de 2004.

No mês de Março, a estatística mensal de exploração do Sistema Eléctrico Público (SEP) e do Sistema Eléctrico Não Vinculado (SENV), aponta para uma subida do consumo de electricidade de 4,7% para os 4.152 GWh.

Os valores ajustados - às temperaturas e ao número de dias úteis - apontam para uma subida trimestral de 5,3% e um para um incremento mensal de 5,9%.

Os analistas da Espírito Santo Research (ESR) dizem que este incremento trimestral compara com a subida homóloga de 3,4% assumida pelo regulador aquando dos cálculos das tarifas de 2005.

A casa recorda que a unidade de distribuição da Energias de Portugal (EDP) [EDP] retém os ganhos que resultam dos níveis de consumo acima dos valores fixados pela Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE).

Em termos de geração, os analistas alertam para o nível de produção «extremamente baixo» de produção hidroeléctrica, que sofreu uma contracção de 62% face aos níveis de produção conseguidos nos primeiros três meses de 2004.

Quebra hidroeléctrica afecta balanço mas não os resultados

O relatório da REN aponta para uma descida do coeficiente de produção hidroeléctrica de 0,83 (no primeiro trimestre de 2004) para os 0,25 (no primeiro trimestre deste ano), valores que comparam com a média histórica do índice nos últimos 10 anos, de 1.

O baixo nível de produção hidroeléctrica, segundo explica o analista Miguel Viana, implica que a EDP vai ter de compensar, monetariamente, a REN pelos custos adicionais relacionados com este item.

«Em períodos de produção hidroeléctrica acima da média, a EDP recebe "cash" da REN. Estes pagamentos estão relacionados com as correcções às provisões hidrológicas, um valor que consta no balanço da EDP, mas que não afecta a demonstração de resultados», mesmo tendo em conta a adopção das novas normas internacionais de contabilidade.

A ESR estima que, no primeiro trimestre de 2005, o negócio de electricidade da EDP tenha beneficiado dos elevados níveis de consumo e de baixos níveis de manutenção da rede de distribuição, devido ao tempo seco e à sua elevada capacidade de utilização (75%) no sistema de liberalizado das Centrais de Ciclo Combinado (CCGT).

Do lado negativo, a casa de investimento realça o baixo nível de produção hidroeléctrica, «o que deverá ter um impacto de 30 a 40 milhões de euros» no agravamento da dívida da EDP (mas sem repercussões na conta de resultados).

«Em termos gerais, esperamos que o desempenho do EBITDA e dos lucros líquidos do "core business" da EDP (que representa 75% do valor da empresa), seja positivo no primeiro trimestre de 2005», conclui o banco, que reitera a recomendação de «compra» para as acções, e o preço-alvo de 2,7 euros.

Os títulos da eléctrica negociavam inalterados nos 2,17 euros.

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