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Consumo de energia na União Europeia regressa a níveis de 1990

O consumo de energia na Europa em 2013 foi 9,1% inferior em relação ao máximo atingido em 2006 e um valor próximo do registado em 1990. Em 2013, a França manteve-se como o maior produtor de energia europeu. Malta, Luxemburgo e o Chipre são os país mais dependentes das importações de energia.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 11:25
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O consumo de energia na União Europeia recuou para um mínimo de mais de 20 anos durante o ano de 2013. O consumo atingiu os 1.666 milhões de toneladas equivalentes a petróleo nesse ano - uma queda de 9,1% face ao pico de 1.832 milhões atingido em 2006, e um valor próximo do registado em 1990 (1.667 milhões de toneladas). Estes dados foram divulgados pelo Eurostat esta segunda-feira, 9 de Fevereiro.

 

Em Portugal, o consumo de energia atingiu 22,6 milhões de toneladas equivalentes a petróleo em 2013, o que representa uma ligeira subida face aos 22,5 milhões consumidos no ano anterior. Em 1990, Portugal consumiu 18,2 milhões de toneladas equivalentes a petróleo.

 

Em 2013, a energia nuclear foi responsável pela maior parte da produção comunitária de energia (29%), à frente das energias renováveis (24%), combustíveis sólidos (20%), gás (17%) e petróleo (9%). No total, a União Europeia produziu 790 milhões de toneladas equivalentes a petróleo em 2013. Como resultado, cerca de 53% do consumo esteve dependente das importações de energia.

 

Nesse ano, os Estados-membros menos dependentes de importações de energia foram a Estónia (11,9%), a Dinamarca (12,3%), a Roménia (18,6%), a Polónia (25,8%), a Holanda (26%) e a República Checa (27,9%). Pelo contrário, entre os mais dependentes destacam-se Malta (104%), o Luxemburgo (96,9%), Chipre (96,4%) e Irlanda (89,1%). Já no caso de Portugal, quase três quartos (73,5%) da energia consumida proveio de importações.

 

Segundo os dados do Eurostat relativos a 2013, a França manteve-se como o maior produtor de energia da União Europeia (135 milhões de toneladas equivalentes a petróleo produzidas), à frente da Alemanha (121 milhões), do Reino Unido (110 milhões), da Polónia (71 milhões) e da Holanda (70 milhões). 

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