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Consumo nacional de carvão atinge máximo de cinco anos

Em Julho Portugal atingiu um consumo anual de carvão superior a cinco milhões de toneladas, um nível que já não era registado desde 2007. Uma tendência motivada pelas necessidades do sistema eléctrico, onde o peso da produção de renováveis está agora em queda.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 16:21
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O consumo português de carvão atingiu em Julho o valor mais alto dos últimos cinco anos, numa tendência de subida das importações desta matéria-prima que apresenta subidas mensais consecutivas desde Maio do ano passado, segundo dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Em Julho o consumo anualizado de hulha (para o ano móvel de Agosto de 2011 a Julho de 2012) atingiu 5,02 milhões de toneladas, acima dos 4,95 milhões de toneladas que haviam sido registadas em Junho pelas estatísticas da DGEG. É preciso recuar a Abril de 2007 para encontrar um consumo anualizado de carvão mais alto do que o que agora Portugal atingiu.

A subida do consumo nacional de carvão está essencialmente relacionada com o sistema eléctrico e a queda da produção de energia a partir das barragens, dados os menores níveis de precipitação e de armazenamento de água nas albufeiras.

Há cerca de dois anos o consumo português de carvão atingiu um mínimo de 2,7 milhões de toneladas, mas depois, no início de 2011 o País iniciou uma trajectória crescente na utilização desta matéria-prima energética.

Os dados da REN – Redes Energéticas Nacionais mostram que até Agosto a produção termoeléctrica a carvão abasteceu 27% de todo o consumo de electricidade no País, sendo a principal fonte, seguida pela energia eólica, com 19%, e pela electricidade importada, com 17%.

A subida da produção eléctrica baseada no carvão também veio diminuir o peso das energias limpas no consumo eléctrico nacional. Nos primeiros oito meses a produção de origem renovável teve um peso de 34%, que compara com os 48% que teve no período homólogo do ano passado.

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arvão contraria tendência nacional nos combustíveis fósseis

Os máximos atingidos no consumo de carvão, contudo, não “contam” a história toda. É que os números da DGEG mostram também que todos os outros tipos de combustíveis fósseis estão este ano com o consumo em queda.

Em Julho o consumo anualizado de gasóleo apresentava uma descida de 8,8% e o de gasolina estava a descer 9,2% em termos homólogos. No fuel a queda de consumo face a Julho do ano passado era de 14%. E no gás natural o consumo nacional seguia a cair 13,7%.

No total o consumo anualizado de combustíveis fósseis em Portugal foi de 14,88 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP), um nível 3,1% inferior ao que se registava em Julho do ano passado.

Em Julho, segundo a DGEG, a gasolina apresentava um preço médio 3,5% mais alto do que no ano passado e o gasóleo estava 3,4% mais caro.
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