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Convergência tarifária na Península Ibérica daqui a quatro anos

O Mibel – mercado ibérico de electricidade deverá estar totalmente operacional dentro de um ano e meio, mas os impactos em termos de aproximação das tarifas deverá acontecer apenas dentro de quatro anos. A previsão é do ministro da Economia, Manuel Pinho,

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 08 de Março de 2007 às 16:41
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O Mibel – mercado ibérico de electricidade deverá estar totalmente operacional dentro de um ano e meio, mas os impactos em termos de aproximação das tarifas deverá acontecer apenas dentro de quatro anos. A previsão é do ministro da Economia, Manuel Pinho, que voltou esta manhã a reiterar que vai haver uma redução das tarifas para os consumidores portugueses em meados deste ano.

As previsões do governante apontam para que as tarifas em Espanha subam a um ritmo superior às de Portugal nos próximos anos, devido à necessidade que o país vizinho tem de combater o défice tarifário.

Pelo contrário em Portugal, e como resultado do pacote de medidas anunciado recentemente para o sector, Manuel Pinho espera que venham a registar-se aumentos moderados das tarifas até ao final da década, sem querer avançar com números.

O ministro da Economia sublinhou que todos os acordos assinados hoje com Espanha visam conseguir tarifas de electricidade mais baixas para os consumidores.

Para já, a única harmonização tarifária que vai existir entre os dois países tem a ver com o acesso às redes por parte dos operadores, cuja metodologia de cálculo será igual para impedir que os diferentes operadores paguem preços diferentes pelo transporte da electricidade. Mas as tarifas vão ser diferentes.

A fixação das tarifas em Espanha é feita pelo governo, ao contrário do que acontece em Portugal onde as tarifas são determinadas por um regulador independente (ERSE). Pinho diz que vão continuar a haver tarifas reguladas no mercado português.

O ministro espanhol da Indústria, Joan Clos, está, porém, optimista sobre o mercado, esperando que em breve a maior parte da energia seja comercializada em regime livre.

As tarifas abrangem hoje cerca de 70% do consumo em Espanha, mas o governante espanhol espera que dentro de um ano e meio a tarifa de refúgio não represente mais de 20% do consumo de electricidade.

"Esperamos que este esforço de estar na primeira linha dos países que querem um mercado real e que defendem um mercado único europeu, seja compensado com a existência de empresas concorrentes e energia mais barata", afirmou Joan Clos.

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