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Cooperação entre TAP e Portugália inicia-se em Março (act2)

O contrato para uma cooperação mais alargada entre a TAP e a PGA deverá entrar em vigor dentro de 90 dias, de acordo com o comunicado hoje divulgado na assinatura de um protocolo de acordo entre as duas companhias.

Negócios 09 de Dezembro de 2003 às 13:30
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O contrato para uma cooperação mais alargada entre a TAP e a PGA deverá entrar em vigor dentro de 90 dias, de acordo com o comunicado hoje divulgado na assinatura de um protocolo de acordo entre as duas companhias, que segundo as mesmas visa o estabelecimento de uma parceria estratégica e a partilha de serviços de apoio.

O contrato para uma cooperação mais alargada entre a TAP e a PGA deverá entrar em vigor dentro de 90 dias, de acordo com o comunicado hoje divulgado na assinatura de um protocolo de acordo entre as duas companhias, que segundo as mesmas visa o estabelecimento de uma parceria estratégica e a partilha de serviços de apoio.

A cooperação irá aproveitar, segundo a mesma fonte, «complementaridades entre as redes exploradas por ambas as empresas e capturar as economias resultantes das sinergias geradas».

No entanto, o comunicado específica que há «claras vantagens na manutenção da individualidade e identidade de cada uma das empresas».

À margem da assinatura do acordo, os responsáveis das companhias aéreas e do Executivo rejeitam, nesta fase, qualquer troca de participações accionistas entre as empresas ou processos de fusão.

Cardoso e Cunha, presidente da TAP SGPS, Ribeiro da Fonseca, presidente da Portugália, António Ricciardi, do grupo Espírito Santo, e Carmona Rodrigues, ministro dos Transportes, assumiram, todos, à margem da assinatura do acordo que este não visou qualquer troca de participações ou fusão das duas companhias.

«Não está no espírito deste protocolo qualquer participação cruzada. No entanto, o futuro é longínquo e tudo pode acontecer», declarou Cardoso e Cunha, adiantando apenas que há uma separação clara da identidade das suas companhias.

Ainda assim, «todas as empresas modernas têm necessidade de racionalizar custos», pelo que este acordo visa detectar áreas e negócios onde possa haver sinergias entre as duas companhias. É nesse processo que se irá agora avançar.

Ribeiro da Fonseca, presidente da Portugália, diz mesmo que cabe a que órgão de administração detectar essas áreas. «Este acordo é o reconhecimento das vantagens que existe em desenvolver complementaridades nos meios e missões que as duas empresas têm».

Carmona Rodrigues, ministro dos Transportes e com a tutela da TAP, negou também que este acordo visa a fusão entre empresas. «É um acordo de parceria. Estabeleceram-se relações que do ponto de vista operacional – em termos de linhas e serviços – que permite tirar partido da escala das duas empresas. E é fundamental para potenciar ao máximo a capacidade que temos no país».

SATA poderá integrar o acordo

A SATA, companhia aérea açoriana, poderá, no futuro, vir a integrar o acordo, embora não o tenha feito já nesta fase. Manuel Cansado, presidente da SATA, esteve também presente. Carmona Rodrigues garantiu que está prevista a integração da SATA neste acordo. O ministro dos Transportes garantiu que o acordo tem de garantir os direitos de concorrência.

Por isso, este protocolo abre espaço a «quase tudo» em termos de acordos comerciais e operacionais. Cardoso e Cunha referiu mesmo que a integração das transportadoras em qualquer das alianças aéreas comerciais terá de ser discutida entre a TAP e a PGA. Lembre-se que a TAP e a PGA integraram, no passado, a aliança da Swissair, que deveria assumir posição accionista em ambas as companhias. A Swissair faliu e o acordo nacional ficou no papel.

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