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COSEC: Insolvências caem 16% no primeiro semestre

As insolvências registaram, no primeiro semestre deste ano, uma diminuição de 16% face ao mesmo período do ano passado. Entre os sectores mais afectados pelas insolvências, a construção lidera a tabela. Quanto às revitalizações, nos primeiros seis meses do ano, 500 empresas solicitaram adesão ao PER.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 12:38
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Menos insolvências, com as microempresas a serem as mais afectadas. Nos primeiros seis meses de 2014, 2.772 empresas entraram em insolvência, um valor que compara com as 3.311 empresas que entraram em insolvência no primeiro semestre de 2013. Verificou-se, assim, uma redução de 16% no número de empresas que entram em insolvência, de acordo com um estudo da COSEC, enviado às redacções.

 

As microempresas continuam a ser o segmento mais afectado "representando cerca de 68% das insolvências registadas". Olhando para as áreas de actividade, o sector da construção continua a ser o mais afectado, "com 26% do número total de insolvências de empresas (-16% que em igual período de 2013)". Sendo que o subsector da construção de edifícios – residenciais e não residenciais – "representa 45% do total de insolvências registadas no sector".

 

A área dos serviços e do retalho ocupam o segundo e o terceiro lugar com 20% e 17% das insolvências, respectivamente.

 

Em termos geográficos, é no distrito de Lisboa que se registam o maior número de insolvências, ou seja, 25% do total. O distrito do Porto surge em segundo lugar com 23% e, o distrito de Braga, surge na terceira posição com 9%. Do lado oposto da tabela, o distrito de Beja é o que regista o menor número de insolvências, isto é, 0,3% do total, de acordo com os dados da COSEC.

 

Por outro lado, e no que diz respeito ao Processo Especial de Revitalização (PER), no primeiro semestre de 2014, 499 empresas entraram neste programa, isto é -4,2% em termos homólogos. O PER tem como objectivo ajudar um devedor, que esteja em situação de insolvência, a recuperar em termos económicos. No âmbito deste processo, são desenvolvidas negociações com os credores que visam permitir à empresa continuar a operar.

 

Os números da COSEC mostram que o sector da construção está novamente no topo da tabela com o "maior número de pedidos de PER (29%) ainda assim com uma variação de -13% face a igual período do ano passado".

 

"Nos últimos 12 meses [Julho 2013 a Junho 2014], a COSEC contabilizou cerca de 1.000 empresas a nível nacional que solicitaram a sua inclusão num Processo Especial de Revitalização. Destas empresas, e no mesmo período de tempo, apenas 15% (146) foram consideradas insolventes no final do processo de revitalização", acrescenta o comunicado.

 

No último ano, das 999 empresas que integraram este programa, 27% tiveram homologação do plano de revitalização, 15% estão em regime de insolvência confirmada por um tribunal; 8% "regressaram ao giro comercial" e 51% aguardam ainda uma decisão.


Em termos de dimensão e sectores das empresas, a construção, os serviços e o retalho continuaram a liderar a tabela "destacando-se, em termos homólogos o aumento significativo do número empresas no sector dos serviços que solicita a entrada em PER (+29%, valores homólogos Junho13-Junho-14)".

 

Olhando para a dimensão das empresas é possível verificar que as microempresas e as pequenas empresas são as que recorrem mais ao PER.

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