Tecnologias Costa anuncia criação de centro de competências de serviços informáticos

Costa anuncia criação de centro de competências de serviços informáticos

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou a criação de um segundo centro de competências na área dos serviços informáticos, um sector em que a administração pública "tem particulares dificuldades" em competir com as ofertas de contratação no privado.
Lusa 21 de fevereiro de 2018 às 13:43

Na segunda sessão do Roteiro Inovação 2018, dedicada à inteligência artificial e que percorre hoje os concelhos de Palmela, Almada e Setúbal, António Costa defendeu que é preciso "ir mais além" e "criar centros de competências que permitam reforçar a capacidade de a Administração Pública agir e pensar".

 

"Amanhã mesmo o Conselho de Ministros avançará para a criação de um segundo centro de competências de grande importância estratégica que tem a ver com os serviços informáticos", anunciou, numa sessão na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, na Caparica, concelho de Almada.

 

De acordo com o primeiro-ministro, esta "é uma área em que a administração pública tem particulares dificuldades".

 

"Não porque o sistema universitário e politécnico não esteja a produzir quadros de excelente qualidade, mas porque a Administração Pública tem revelado manifesta dificuldade em ser capaz de competir com as ofertas que existem no sector privado para a contratação", explicou.

 

A única forma, na opinião de António Costa, de responder a esta dificuldade "não é pulverizando e atomizando as clássicas capelinhas da Administração Pública".

 

"Mas é, pelo contrário, sendo capazes de concentrar em centros de competência onde possamos bater-nos com o sector privado para recrutar os melhores", concretizou.

 

Para o chefe do executivo é evidente: "se nós queremos ter um Estado mais eficiente é essencial que o Estado não deixe de investir em si próprio".

 

O primeiro centro de competências que foi criado, recordou Costa, "foi na área dos serviços jurídicos para que a Administração Pública se possa libertar da necessidade de contração externa".




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