Aviação Costa: “Não permitiremos que a TAP tenha mais de 51% do capital privatizado”

Costa: “Não permitiremos que a TAP tenha mais de 51% do capital privatizado”

O líder socialista deixou críticas ao Governo no processo de privatização da TAP e garantiu que o seu Governo “tudo fará” para impedir que a empresa deixe de ser pública.
Costa: “Não permitiremos que a TAP tenha mais de 51% do capital privatizado”
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões 06 de maio de 2015 às 22:05

António Costa reiterou as críticas que tem feito ao Governo sobre a privatização da TAP, mas acrescentou que não se oporá a uma privatização parcial da companhia. "O Governo não esgotou as possibilidades de capitalização da TAP junto da Comissão Europeia" e "em vez de ter procurado um acordo político e social alargado, arrastou a TAP para uma situação de conflito por uma total irresponsabilidade na condução do processo", acusou o socialista.

 

"Devia ser esgotada em Bruxelas a possibilidade de uma capitalização pública. Isso não foi feito mas ainda recentemente a Comissão Europeia autorizou a SAS, empresa escandinava, a fazer um reforço público", sustentou. Mesmo que a capitalização não fosse autorizada, "admitimos sempre a possibilidade de um aumento de capital através da injecção de novo capital por via de dispersão em bolsa".

 

Mas alguém investe numa empresa falida? Costa rejeita que ninguém queira a TAP. "A TAP não está tecnicamente falida, tem vindo a ter um trajecto muito positivo ao longo dos últimos anos, tem um problema muito localizado na sua empresa de manutenção do Brasil, e teve um problema muito sério no Verão do ano passado".

 

Costa diz esperar que o processo de venda não esteja finalizado até às legislativas, que terão lugar entre finais de Setembro e inícios de Outubro. "Espero que até às legislativas não seja tomada nenhuma decisão que se torne irreversível", porque "nós não permitiremos que a TAP tenha mais de 51% do seu capital privatizado".

 

"Portugal não pode perder o controlo da maioria do capital desta empresa. O meu Governo tudo fará para impedir que se consolide, na esfera jurídica, a alienação da maioria do capital", prometeu. Costa admite que haja uma privatização parcial, mas sem perder o controlo da empresa. É essa a posição do PS praticamente desde que Costa se tornou líder do PS.

 

Recorde-se que, no debate quinzenal desta quarta-feira, Passos Coelho defendeu que, se a TAP não for vendida, a única alternativa é um despedimento colectivo e redução das suas rotas e frota, transformando a empresa numa "TAPzinha".

 

O líder socialista repetiu também as críticas aos pilotos: "esta greve é injustificada e desproporcionada".




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