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CP mantém ligação ferroviária ao Rossio por acordo com autarquia de Sintra

A CP vai manter a ligação ferroviária entre Sintra e o Rossio, em Lisboa, apesar de aumentar os comboios com destino a Oriente, na Linha de Cintura, segundo anunciou esta terça-feira o presidente da autarquia, Basílio Horta (PS).

Bruno Simão
Lusa 26 de Maio de 2015 às 18:01
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Segundo o autarca, que falava na reunião pública do executivo, a negociação do novo horário com a CP "não foi fácil", mas foi possível assegurar "uma questão que era essencial, que era manter a estação do Rossio", por causa dos turistas que visitam a vila de Sintra.

 

De acordo com a proposta de novo horário da CP para a Linha de Sintra, apresentada à autarquia, a transportadora pretendia que a atual ligação Sintra-Rossio passasse para Sintra-Oriente, na Linha de Cintura, e a "família" de comboios Meleças-Oriente passasse a terminar no Rossio.

 

Basílio Horta explicou que a empresa ferroviária também tinha "a ideia inicial de diminuir o número de composições fora da hora de ponta", mas na sequência das negociações "em vez de diminuir, aumentam de oito para dez composições".

 

O autarca congratulou-se com o empenho do presidente da CP, Manuel Queiró, e dos vereadores Rui Pereira (PS) e Luís Patrício (PSD), em representação da câmara, no acordo alcançado nas negociações.

 

Para Basílio Horta, a extensão do passe da CP à estação de Meleças-Mira Sintra, na Linha do Oeste, é também "uma alteração fundamental na via", assim como a "incorporação do estacionamento no próprio bilhete" do comboio.

 

O vereador do Trânsito e Mobilidade Urbana, Luís Patrício, esclareceu na reunião do executivo que o alargamento do passe da CP a Meleças-Mira Sintra, em vez de apenas dar até ao Cacém, pode ter "um atractivo adicional", pois significa que moradores que até agora deixam o carro em zonas mais saturadas, como Rio de Mouro ou Cacém, agora podem deixar em Meleças".

 

O autarca considerou que, "no conjunto, a negociação dos horários com a CP se saldou numa melhoria das condições de transporte e da própria utilização do transporte".

 

Para Luís Patrício, a CP compreendeu a importância de manter as ligações directas entre o Rossio e Sintra, incluindo do ponto de vista do turismo, e vai aumentar as ligações para a Linha de Cintura, para reduzir os transbordos de passageiros que actualmente penalizam os utentes que optem por este destino.

 

Em relação à inclusão do preço dos parques de estacionamento nos passes, o vereador adiantou que o acordo ainda está a ser negociado, encontrando-se em aberto se vai passar por um valor adicional, mas mais baixo para fomentar a utilização dos parques.

 

O presidente da autarquia anunciou ainda que se reuniu com o presidente da Rede Ferroviária Nacional (Refer) para a eventual cedência de dois imóveis, junto à estação de Sintra, para instalar uma pousada de juventude.

 

"Estamos a negociar o direito de superfície por 20 anos para a pousada da juventude", adiantou Basílio Horta, acrescentando que o dirigente da Refer se mostrou interessado em apoiar a instalação do equipamento turístico na vila.

 

Os dois imóveis, situados junto à estação da CP de Sintra, foram colocados em hasta pública pela Refer Património, e consistem em antigas casas ferroviárias, num terreno de 990 metros quadrados, entre a rua Alfredo Costa e a Av. Miguel Bombarda.

 

"Espero bem que se chegue a bom porto", desabafou o autarca, esclarecendo que a intenção de instalar no antigo Museu do Brinquedo a pousada de juventude não foi por diante porque dependia de "um investimento brutal" na adaptação do edifício.

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