Banca & Finanças Crédit Agricole pretende criar centro de competências informático em Lisboa

Crédit Agricole pretende criar centro de competências informático em Lisboa

O Le Monde escreve esta quarta-feira que o Crédit Agricole pretende deslocalizar serviços informáticos para Lisboa. Os baixos custos salariais são apontados como o motivo. O francês BNP Paribas dispõe de centro operacional no país.
Crédit Agricole pretende criar centro de competências informático em Lisboa
Diogo Cavaleiro 21 de fevereiro de 2018 às 20:15

O Crédit Agricole deverá deslocalizar serviços informáticos para Lisboa, adianta o jornal Le Monde. Em causa estará, diz a publicação, um centro de competências.

 

Segundo o jornal francês, a decisão do grupo Crédit Agricole está tomada: está em preparação a instalação de um centro de competências para os seus fornecedores. O Le Monde adianta mesmo uma data: a partir de Abril, este centro irá fornecer vários serviços de informática a subsidiárias suas.

 

Ao Negócios, a instituição financeira não quis fazer comentários sobre o tema. Contactado, o Ministério da Economia não teve informações a transmitir.

 

Não estará em causa a transferência de funcionários do grupo, já que os serviços são prestados por fornecedores. 

 

O Le Monde escreve que a decisão se enquadra no facto de Portugal oferecer custos salariais mais baixos, inserindo-o num cenário em que vários bancos franceses fizeram esse percurso. O BNP Paribas está presente no país com um centro operacional.  

 

O jornal escreve que uma subsidiária do Crédit Agricole, a LCL, apresentou internamente o projecto como uma forma de "reduzir os custos" de fornecimento externo em 30%.

 

O Crédit Agricole tem uma presença reduzida em Portugal, com um escritório de representação em Lisboa na área de banca de investimento e a entidade de crédito Credibom. Até 2014, foi o segundo maior accionista do Banco Espírito Santo, em parceria com o Grupo Espírito Santo. Naquele ano, devido à resolução da instituição financeira portuguesa, o grupo mutualista francês reconheceu a participação como perdida, o que trouxe um encargo de 708 milhões de euros.




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