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Crédit Agricole mantém perda de 708 milhões de euros pelo BES nas suas contas

O impacto da resolução do Banco Espírito Santo (BES) nas contas do Crédit Agricole, que era seu accionista, foi de 708 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano. O que levou a que o lucro do grupo francês tivesse caído 13,2%. Mas esse foi o valor que já estava registado no segundo trimestre.

Jean Paul Chifflet, presidente-executivo do Crédit Agricole
Reuters
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 06 de Novembro de 2014 às 07:23
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O Crédit Agricole imputa a queda nos seus resultados líquidos ao caso BES. No comunicado de resultados, o grupo bancário francês contabiliza os prejuízos com a resolução do BES em 708 milhões de euros. Este impacto foi registado no segundo trimestre, antes da resolução do BES. Já em Agosto o Crédit Agricole tinha anunciado este impacto, na mesma altura em que o presidente executivo do Crédito Agricole, Jean-Paul Chifflet, lamentou "terem sido enganados pela família com a qual o Crédit Agricole tentou criar uma verdadeira parceria para construir o maior banco privado em Portugal". 

 

"Nos primeiros nove meses de 2014, o lucro líquido do grupo foi de 1.643 milhões de euros, menos 13,2% em termos homólogos, queda inteiramente atribuível à crise do BES no Verão passado", lê-se no comunicado divulgado esta quinta-feira, 6 de Novembro. 

 

O Crédit Agricole tinha 14,6% do BES que foi alvo de um processo de resolução em Agosto. 

 

Apesar de não ter registado mais impactos nas contas no terceiro trimestre, o grupo fala, no comunicado, de uma provisão de 65 milhões de euros para questões jurídicas. Não revela, no entanto, quais são essas acções.

 

O Crédit Agricole tinha admitido avançar com medidas legais por causa do caso BES.

 

Ainda assim, se os lucros dos nove meses caíram 13,2%, os resultados no terceiro trimestre subiram 4,1% para 758 milhões de euros. O Crédit Agricole SA é a estrutura cotada do grupo francês.

 

Os lucros subiram impulsionados pelo crescimento na banca de investimento e corporativa. No entanto, o negócio de banca de retalho em França caiu. 

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