Empresas Credores aprovam por larga maioria planos de recuperação da Throttleman e Red Oak

Credores aprovam por larga maioria planos de recuperação da Throttleman e Red Oak

Os planos de recuperação das marcas portuguesas de vestuário Throttleman e Red Oak foram "aprovados por larga maioria" pelos credores, cabendo agora à administração aplicá-los "com toda a autonomia", disse à Lusa o administrador de insolvência.
Credores aprovam por larga maioria planos de recuperação da Throttleman e Red Oak
Lusa 05 de fevereiro de 2013 às 15:39

Segundo Luís Gomes, os planos de recuperação das empresas vão ser entregues pelo responsável no Tribunal de Santo Tirso "até ao fim da semana", tendo depois o juiz um prazo de cinco dias para os homologar.

 

"Mas é uma formalidade, não há nada que possa por em perigo a homologação", disse.

 

De acordo com o administrador, "estando [os planos de recuperação] homologados, depois é cumpri-los", continuando a gestão a caber aos accionistas da Trottleman e da Red Oak.

 

"A gestão é entregue aos atuais administradores das empresas", afirmou Luís Gomes, salientando que "nunca saiu da mão deles" e continuará a seu cargo "com toda a autonomia".

 

Controladas pelos mesmos accionistas, as marcas de vestuário Throttleman e Red Oak apresentaram em tribunal um pedido de Processo Especial de Revitalização (PER) na tentativa de evitar a falência.

 

Em declarações à agência Lusa no final de uma reunião de credores da Throttleman, a 16 de Janeiro passado, Luís Gomes escusou-se a revelar qual o passivo da marca -- que deverá, contudo, rondar os 20 a 30 milhões de euros --, mas esclareceu que o maior credor é o BES (que, juntamente com outros bancos, representam 50% dos créditos), seguido do Estado e da Segurança Social (com 16% dos créditos) e de diversos fornecedores e centros comerciais.

 

Relativamente ao plano de recuperação, o gestor adiantou apenas que implica "uma reestruturação da dimensão" das marcas, que poderá passar pelo encerramento de lojas em determinados locais e pela abertura noutros, mais rentáveis.

 

Certo é que será necessária "alguma diminuição do volume de negócios" das marcas -- que, no caso da Throttleman, chegou em 2009 a atingir os 17 milhões de euros -- de forma a ajustá-los ao actual "ambiente recessivo".

 

Com uma rede de cerca de 50 lojas em Portugal, além de representações no El Corte Inglês e em espaços comerciais multimarca, a Throttleman é uma marca portuguesa de vestuário para homem, senhora e criança que está no mercado desde 1991.

 

Em finais do ano passado, a marca anunciou a entrada em Angola, com a abertura de uma loja em Luanda, tendo então a Hozar (sociedade que detém maioritariamente a Throttleman, via a empresa Brasopi, e uma participação na Red Oak) anunciado um plano de internacionalização para Angola que prevê a abertura de 10 lojas nos próximos dois anos.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI