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CT da Portugal Telecom diz que a OPA é do Santander e da France Telecom

«Uma fuga para a frente». Assim qualifica a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom os documentos entregues, na passada segunda-feira, pela Sonaecom com o pedido de registo da OPA sobre o capital da PT e PT Multimédia na Comissão do Mercado de Valor

Dora Ribeiro doraribeiro@mediafin.pt 01 de Março de 2006 às 15:37
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«Uma fuga para a frente». Assim qualifica a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom os documentos entregues, na passada segunda-feira, pela Sonaecom com o pedido de registo da OPA sobre o capital da PT e PT Multimédia na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Em comunicado, a CT afirma que o conteúdo da documentação confirma as suas piores preocupações. «Estamos perante operações de cariz unicamente financeiro», escreve.

Para a CT, o facto dos oferentes incluírem a Sonaecom – B.V., com sede na Holanda, como uma empresa instrumental é um sinal de que a PT será vendida «a retalho». «Para quem não sabe, informamos que o Banco Santander é perito nestas operações».

No ano passado, diz o comunicado, o banco vendeu a sua participação e financiou a compra da Amena, segunda empresa de telecomunicações móveis em Espanha, pela France Telecom. Na opinião da CT, a OPA não é da Sonaecom, mas do Banco Santander e da France Telecom.

Quanto aos dados que constam do projecto de anúncio de lançamento das operações, a Comissão dos Trabalhadores refere serem incipientes e fracos. O que demonstra, dizem, falta de estratégia para o negócio das telecomunicações.

A Comissão critica ainda o baixo preço da oferta, quando comparado com operações similares. Por isso mesmo a CT apela aos pequenos accionistas, trabalhadores e seus familiares a não venderem as suas acções. «Vamos organizar a luta para que na próxima assembleia geral, o Governo e os accionistas presentes votem contra a alteração dos estatutos e deitem a OPA por terra».

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