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CTT dizem que cumpriram qualidade de serviço global em 2017 mas falharam dois indicadores

Os Correios asseguram, em comunicado, que cumpriram os níveis globais de qualidade de serviço impostos em 2017, ficando mesmo acima do exigido.

No ano em que as acções perderam quase metade do valor, o fundo soberano da Noruega reduziu a posição nos CTT para 3,29% do capital. Só na Nos a posição accionista é superior, mas a exposição do Norges Bank aos Correios caiu para quase metade (166 milhões de coroas). Bem abaixo do máximo registado em 2015 (372 milhões).
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 16 de Março de 2018 às 13:27
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Os CTT garantem ter cumprido, em 2017, os níveis globais de qualidade de serviço. Em comunicado, os Correios explicam que cumpriram "o Indicador Global de Qualidade de Serviço, tendo atingido um valor de 110,1, superior ao objetivo definido de 100".

 
Esta análise tem em conta 11 indicadores específicos. E nesses a empresa liderada por Francisco Lacerda admite que não cumpriu em dois deles, que, no entanto, diz não serem os mais relevantes.

Em 2017, segundo diz a empresa, foi corrigido o indicador relacionado com o correio normal que tinha ficado abaixo do mínimo em 2016. No entanto, um dos indicadores referentes ao correio azul e outro relacionado com o correio transfronteiriço ficaram no ano passado abaixo do nível exigido. Os CTT explicam, em relação a este último, que não é um indicador que dependa exclusivamente de si.

Mas acrescenta que estes não serão os critérios mais relevantes, já que, diz, "os indicadores mais relevantes, relacionados com correio normal, correio registado, encomendas e tempo de atendimento foram cumpridos".

Por isso, antecipam-se a uma decisão da Anacom, para dizer que "asseguram, enquanto concessionários do Serviço Postal Universal, os padrões de qualidade de serviço e cobertura de rede previstos na Lei e no Contrato de Concessão", e aproveitam para acrescentar que os CTT não recebem qualquer compensação pelo serviço postal. Está previsto na lei a existência de um fundo de compensação, comparticipado por todas as empresas do sector, mas este nunca foi implementado nos serviços postais, até pela quota ainda grande dos CTT. Nas telecomunicações, por exemplo, o fundo de compensação está operacional e é através dele que a Nos é compensada pelo serviço universal.

Sem se referir à proposta da Anacom – em consulta pública até dia 19 de Março – para os novos indicadores de qualidade de serviço dos CTT, a vigorar a partir do meio deste ano, os CTT, no entanto, lembram a importância de "desenvolver em permanência um modelo de sustentabilidade de longo prazo para o sector de serviços postais e para o Serviço Público, dado que o volume de correspondências tem estado numa contínua diminuição desde 2001, sendo hoje cerca de metade do número de cartas enviado naquele ano (cerca de 700 milhões de correspondências em 2017, cerca de 1.400 milhões em 2001)".




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