Empresas UBS e Fidelity Management compraram 2% dos CTT na segunda fase de privatização

UBS e Fidelity Management compraram 2% dos CTT na segunda fase de privatização

O banco suíço e a financeira norte-americana adquiriram posições na empresa postal. O presidente executivo dos CTT já tinha sinalizado que a segunda fase de privatização tinha contado com "investidores institucionais do melhor que há".
UBS e Fidelity Management compraram 2% dos CTT na segunda fase de privatização
Bloomberg
André Cabrita-Mendes 10 de setembro de 2014 às 18:40

Esta quarta-feira, 10 de Setembro, ficaram a ser conhecidos dois novos accionistas de referência dos Correios de Portugal que compraram posições na segunda fase da operação de privatização, que decorreu na passada sexta-feira, 5 de Setembro, em que o Estado vendeu a última fatia (31,5%) que detinha na empresa.

 

O banco suíço UBS e a Fidelity Management compraram, cada um, 2% dos Correios de Portugal durante a segunda fase de privatização, segundo comunicaram os CTT à CMVM esta quarta-feira.

 

O banco helvético tem agora uma participação total de 2,40% na companhia postal, num total de mais de 3,6 milhões de acções. A UBS também é accionista de referência da Portugal Telecom com 4,78% do capital da operadora de telecomunicações.

 

Já a financeira norte-americana Fidelity Management detém agora uma fatia de 2,06% dos CTT, com mais de três milhões de acções. Recorde-se que a Fidelity Management já está presente em Portugal ao deter uma participação de 2% na Espírito Santo Saúde.

 

O Governo encaixou mais de 900 milhões de euros com a privatização total dos CTT, tendo encaixado 343 milhões na segunda fase quando vendeu os restantes 31,5% na passada sexta-feira.

 

O presidente executivo dos CTT já tinha sinalizado, na terça-feira, 9 de Setembro, durante a cerimónia que formalizou o fim da privatização, que a segunda fase tinha contado com "investidores instituicionais do melhor que há".

 

Na primeira fase de privatização vários bancos e fundos compraram posições nos CTT, como os norte-americanos JP Morgan (2%), Goldman Sachs (1,5%) e Blackrock (2%); o francês Société Générale (2,16%); o alemão Deutsche Bank (2%); o escocês Standard Life Investment (2%).

 

Ao fazer um balanço da entrada dos CTT em bolsa, Francisco Lacerda qualificou a operação como "muito bem sucedida" e por ter marcado "um virar de página". "Por não haver IPO há cinco anos, e por ser um IPO de uma empresa num país sob intervenção, até agora penso que foi o único", afirmou o CEO dos Correios de Portugal.




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